Deus Salve a América! Veja editorial

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O nome mais pronunciado no mundo inteiro, nas últimas horas, é, sem dúvida, Donald Trump.

A simples menção a seu nome, depois da vitória de quarta-feira sobre Hillary Clinton, passou a soar mundo a fora como com uma referência à besta do Apocalipse.

Trump transformou-se numa espécie de Anticristo da era moderna, o homem que vai levar a guerra aos quatro cantos do mundo, que vai matar terrorista onde ele estiver escondido; Trump vai tomar o petróleo do Oriente Médio, vai cercar parte do mundo, vai cancelar acordos comerciais, vai colocar os americanos de volta no seu trono de mais poderosos do mundo.

As propostas de Trump, mais do que populistas, flertam com o autoritarismo; são propostas excêntricas que beiram a loucura e que desagradam a direita e a esquerda ao mesmo tempo.

Já há quem diga que Donald Trump é personagem das profecias de Nostradamus.

Michel de Nostradamus, um alquimista francês que viveu no século 16, famoso por sua habilidade em prever o futuro, teria escrito em 1º de julho de 1566, um ano antes de sua morte:

“Quando o homem de cabelo dourado sentar no trono, asteroides cairão, a plebe se rebelará e a loucura cinzenta tomará conta do planeta”.

Trump seria o homem do cabelo dourado.

Mas como explicar que um país de primeiro mundo, um país civilizado, de gente educada, se arrisca a eleger alguém assim para comandar seus destinos por pelo menos quatro anos?

Daqui, bem distante, fica difícil encontrar-se uma resposta para tal fato. Podemos imaginar, no entanto, que a vitória de Trump pode ser uma resposta de uma população que não se sente confortável após oito anos de um governo do Partido Democrata.

É a tal história de que quem calça o sapato é quem sabe onde ele aperta. E o sapato do americano pode estar incomodando os que são obrigados a calçá-lo.

Não é a primeira vez que os americanos elegem como seu presidente uma pessoa com o perfil de Trump. Em 1980, eles elegeram um caubói do cinema chamado Ronald Reagan.

Reagan foi reeleito quatro anos depois, prova de que foi um bom presidente.

Enquanto não chega o dia da posse de Trump, marcada para 20 de janeiro de 2017, o mundo continuará vivendo esse clima de tensão, esse medo de fim dos tempos.

Vamos continuar esperando que se materialize entre nós a visão de São João, que descreve no livro Apocalipse, que viu subir do mar uma besta de sete cabeças e dez chifres; e que viu subir da terra outra besta de dois chifres semelhantes aos de um cordeiro.

Que Deus salve a América!

E a todos nós, também!

Editorial Jornal da Teresina I Edição (10.11.16)

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