‘Dia The Doors’ celebra os 50 anos do 1º disco da banda

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A cidade de Los Angeles homenageou nesta quarta-feira (4) o legado de uma de suas bandas mais ilustres, ao proclamar o dia 4 de janeiro como o “Dia The Doors” (“Day of the Doors”, no original). A cerimônia marcou o aniversário de 50º aniversário do disco estreia do grupo comandado por Jim Morrison (1943-1971).

Lançado no dia 4 de janeiro de 1967, o álbum “The Doors” foi a assombrosa apresentação de uma banda que unia o rock, jazz, blues e detalhes de psicodelia como suporte para os enigmáticas e poéticas letras de Morrison. Lá estavam músicas como “Break on through (to the other side)”, “Light my fire” e “The end”.

Os dois membros vivos do The Doors, John Densmore e Robby Krieger, assistiram ao lado dos familiares de Morrison e Ray Manzarek, uma cerimônia na praia de Venice, que tem uma forte ligação com o início da carreira do grupo.

Mais de 400 pessoas se reuniram sob o icônico letreiro de Venice, no cruzamento das avenidas Pacific e Windward, para ver como um sinal luminoso, o logotipo do The Doors sendo aceso em um entardecer frio e chuvoso.

John Densmore e Robby Krieger, que se mostraram orgulhosos de serem “de Los Angeles”, recordaram algumas passagens em Venice com o The Doors, como o apartamento de Ray Manzarek que custava US$ 75 por mês ou o café que inspirou a canção “Soul kitchen”.

Também relembraram o terraço “sem TV e nem telefone” onde Jim Morrison subia e que levou a versos como os de “Moonlight drive”. Eles foram recitados nesta quarta sobre o palco: “Vamos nadar para a lua, vamos escalar a maré, penetrar na noite que a cidade dorme para esconder”.

“Eu vou provar que ele [Jim Morrison] não era o cantor, mas o baterista”, brincou John Densmore, antes de apresentar uma versão acústica da canção “L.A. woman” com Robby Krieger ao violão.

Também discursou o vereador de Los Angeles Mike Bonin. Ele citou o aniversário de 50 anos do lançamento de um disco, o primeiro do The Doors, que “transformou o rock and roll no mundo inteiro”.

“Los Angeles e Venice não poderiam estar mais orgulhosos de ser o lugar de nascimento de The Doors”, acrescentou Bonin, afirmando que escutar suas canções o leva “a outro lugar, a uma terra de fantasia, imaginação e prazer”.

Fãs de todas as idades (de velhos roqueiros a adolescentes) e de todos os estilos (de admiradores de Pink Floyd e The Who a amantes de Slipknot e Black Sabbath) se uniram para saudar a obra e influência de uma das bandas cruciais da contracultura californiana dos anos 1960.

Estes fãs levaram tudo que tivessem à mão com o nome de The Doors ou com o rosto ameaçador e sedutor de Morrison, como camisetas, discos, gorros, pôsteres, livros e até placas personalizadas de carros.

A autenticidade do Doors, que dizia não procurar a fama, mas algo além, assim como a profundidade das letras de Jim Morrison, foram alguns dos pontos destacados pelos fãs sobre a importância musical da banda.

“Você está brincando? Nunca teria perdido a oportunidade de estar hoje aqui”, disse à agência EFE Alice Palombella, uma jovem italiana, fã do Doors.

Elam mora em Los Angeles. “Cresci com eles porque são também a banda favorita da minha mãe.” Ela ressaltou que os letras do grupo são “como poemas”.

Ao lançar “The Doors” há meio século, os integrantes da banda deixaram o circuito da Sunset Strip para se tornar estrelas. Não só pela eletricidade da sua música, com os sinuosos teclados de Manzarek, mas também pela polêmica que criavam a cada passo que davam.

Entre desordem pública e os escândalos de vários tipos, ficou para a história a controversa aparição do Doors ao vivo e em rede nacional no “Ed Sullivan Show”, em 1967. Na ocasião, Morrison rejeitou mudar e cantou ao vivo um verso de “Light my fire” relacionado com o consumo de drogas.

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Fonte: G1

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