Em defesa de nossa segurança

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Estudo recente da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul registra alta nos casos de latrocínios e homicídios em Porto Alegre sempre que acontece redução do efetivo da Polícia Militar.

Em sete dos nove anos em que houve redução do efetivo policial militar no estado, cresceram os latrocínios e homicídios.

Isso estabelece uma relação muito próxima de causa e efeito.

Cai o número de policiais, aumenta o número de crimes.

Quer dizer: uma coisa tem, sim, a ver com a outra.

E esse fato precisa ser levado em consideração.

O estudo, até então mantido em sigilo, sugere que cada vez que cresce o número de policiais nas ruas cai o de assassinatos.

Em contrapartida, quando reduzem as patrulhas, crescem as mortes.

Nos 13 anos do levantamento, o efetivo da Brigada Militar em Porto Alegre caiu em nove momentos de um ano para outro.

Nesses, em sete houve aumento de mortes causadas por uso de armas de fogo.

Da mesma forma, em três vezes, a ampliação do número de PMs foi acompanhada pela queda nas ocorrências de homicídios e latrocínios.

Em apenas duas, ambos caíram.

O período mais crítico do período estudado foi ano passado.

Em 2016, o efetivo da Brigada Militar em Porto Alegre chegou a seu número mais baixo, com 1.879 policiais, e os assassinatos, ao mais alto, com 802 registros.

O estudo dos policias gaúchos serve de alerta para todo o Brasil.

O número de policiais militares nas ruas inibe, sim, a bandidagem.

Quando a Policia Militar vai para as ruas os bandidos recuam.

Serve de exemplo também para o Piauí, que há anos vem sofrendo baixas e mais baixas no seu efetivo policial militar.

Essa situação não deve continuar.

Precisamos reagir a isso.

Se a situação financeira do estado é difícil é preciso que se estabeleçam prioridades dentro das próprias prioridades.

E o reforço da Polícia Militar tem que ser encarado como uma dessas prioridade das prioridades.

Ou se age assim ou corremos sérios riscos de se viver brevemente uma situação de colapso total no setor de segurança pública.

Num momento delicado da vida nacional como o que estamos passando, o próprio governo federal tem seu quinhão de responsabilidade com essa situação e tem que responder por isso.

Isso tem que ser cobrado diariamente.

Tem que ser cobrado por todos, inclusive pela bancada federal que mandamos para Brasília.

Não podemos continuar nos omitindo diante de uma realidade tão cruel.

Opinião Jornal da Teresina II Edição (20.04.17)

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