Não abusem da paciência

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A crise política, sem medo de errar, é o grande entrave do Brasil.

A crise política – pode se dizer assim – é a mãe das demais crises.

É, na verdade, a mãe de todas as crises.

É a crise política que leva à crise econômica; é a crise política que leva até mesmo à crise moral, à crise dos costumes, à crise social.

Temos que primeiro resolver a crise política para só então se poder encaminhar a solução para as demais crises.

Enquanto persistir a crise política o Brasil vai continuar afundando, o desemprego vai continuar subindo, vamos continuar com as crises do dia a dia como as filas nos hospitais, ensino sem qualidade, segurança claudicando.

Mas como resolver a crise política?

Está provado que não vão vamos conseguir chegar a bom termo com medidas paliativas;

Está provado que não vamos conseguir avançar em nada com aquela política do puxadinho, velha conhecida de nós brasileiros.

Mais uma gambiarra não vai nos tirar desse atoleiro.

Só as eleições gerais, de preferência acompanhadas de uma nova Constituinte, poderão nos encaminhar em direção a um porto seguro nesse mar revolto.

Não há outra saída a vista.

A provável renúncia de Michel Temer vai jogar a presidência da República nas mãos de Rodrigo Maia, o presidente da Câmara dos Deputados, que também é investigado pela Operação Lava Jato.

Por não ter sido ainda transformado em réu pelo Supremo Tribunal Federal, Rodrigo Maia será presidente por 30 dias, que certamente serão bastante tumultuados.

A eleição indireta a seguir, com certeza também não conseguirá pacificar o país.

Vamos continuar em crise.

Por exclusão, resta apenas a saída da eleição direta antecipada.

O Congresso Nacional tem poderes para alterar a Constituição Federal e determinar a realização de novas eleições.

Se quiser, nada o impede de fazer isso.

Só as eleições poderão nos colocar novamente no trilho do crescimento.

Só as eleições poderão trazer de volta a nossa paz perdida há tanto tempo.

E, com o Brasil em paz, vamos finalmente poder correr para recuperar o tempo perdido.

Num regime democrático, o voto é a melhor arma de que dispõe a população.

É também a mais poderosa, a mais temida.

É com essa arma, o voto, que se muda tudo, inclusive o mundo.

O Congresso precisa urgentemente entender essa necessidade e se encaminhar nessa direção.

Caso contrário, a tendência é de que as coisas se tornem muito mais difíceis para nós e até para os próprios congressistas.

Não convém abusar muito da paciência da população, da sofrida população brasileira.

Até porque tudo tem limite, inclusive a paciência.

Opinião Jornal da Teresina I Edição (19.05.17)

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