O Dia do Estudante

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Hoje é o Dia do Estudante.

A data também é festejada como o Dia do Pendura, porque nesta data os estudantes de direito costumavam beber e comer e depois sair sem pagar a conta.

Episódios como esses, no entanto, foram caindo em desuso e hoje praticamente já não se fala no Dia do Pendura.

Até mesmo porque a pendura, nesses moldes, segundo o Código Penal Brasileiro, é crime punível com alguns dias de detenção.

Mas, voltemos ao Dia do Estudante.

O Dia do Estudante é comemorado no Brasil desde 1827, quando o Imperador Pedro I autorizou o funcionamento das nossas duas primeiras faculdades, em Pernambuco e em São Paulo.

De lá para cá, apesar dos rumos que alguns segmentos querem dar à educação brasileira, o estudante continua sendo a esperança daquele futuro grandioso que sempre esperamos e com o qual sempre sonhamos.

Ser estudante é ser também uma espécie de fiel depositário da esperança alheia, da esperança de um país, de uma população inteira.

É do estudante que a população espera sempre algo de bom.

É do estudante, o estudante que aos poucos vai se transformando em profissional, que sempre se espera a solução para os problemas do mundo.

Alguém já disse que ser um estudante é ser um pesquisador, é lutar contra a mediocridade, é nunca achar que já chegou ao fim.

É viver uma juventude de fé, de coragem e de amor à nação.

O estudante cultiva a paz e não a guerra; a partilha e não a ganância; o amor e não o ódio.

O estudante, sem dúvida, é a nossa maior esperança.

E o estudante tem e sempre teve uma importância muito grande na vida nacional.

Não custa lembrar, por exemplo, a importância da resistência estudantil ao golpe militar de 64.

Nessa época, o movimento estudantil brasileiro se transformou em importante foco de mobilização social.

Mobilização essa que prosseguiu nas ruas em defesa das eleições diretas e em defesa do restabelecimento do regime democrático.

Impossível esquecer o movimento dos caras-pintadas para a deposição de um presidente eleito pelo voto direto, mas que em pouco tempo traiu a confiança de seu povo.

O estudante, ao longo do tempo, tem sido, enfim, um guardião de nossos direitos.

Dos legítimos direitos assegurados por um regime democrático, mas que, no Brasil, vivem eternamente ameaçados.

A esses jovens que se dedicam ao estudo em busca do bem comum, em busca de uma pátria mais justa, em busca de uma verdadeira pátria-mãe, de uma pátria-mãe generosa com seus filhos, o nosso reconhecimento.

Opinião Jornal da Teresina I Edição (11.08.17)

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