Cidades

Pelo segundo dia consecutivo, funcionários realizam paralisação do transporte público

Segundo Sintetro, atos continuarão a ocorrer enquanto não houver a assinatura da convenção coletiva

Publicado por: Lilian Oliveira 22/10/2021, 15:20

Matéria de Eric Souza e Lilian Oliveira 

Motoristas e cobradores de ônibus realizaram mais uma paralisação do transporte público na manhã desta sexta-feira (22). A manifestação, que passou pelas principais praças do centro de Teresina, foi liderada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sintetro), à semelhança das anteriores.

De acordo com o secretário de comunicação do sindicato, Miguel Arcanjo, as paralisações têm o intuito de pressionar as empresas de ônibus a assinarem a convenção coletiva de 2021. “Desde o ano passado, não temos um documento que regularize nossas relações de trabalho. Não sabemos quanto é o salário, qual a nossa jornada de trabalho. As empresas pagam no dia e do jeito que querem”, afirmou à reportagem da Teresina FM.

Foto: Divulgação

Miguel enfatizou que os funcionários aceitaram a situação, a princípio, por conta da gravidade da crise do transporte público em meio à pandemia. Agora, no entanto, com grande parte da população vacinada e o aumento no fluxo de passageiros, os trabalhadores se organizaram novamente para reivindicar seus direitos.

Segundo a consultora jurídica do Sindicato das Empresas do Transporte Urbano (Setut), Naiara Moraes, a data base da assinatura de uma eventual convenção coletiva está prevista somente para janeiro de 2022.

Contudo, o representante do Sintetro lembra que ainda há valores de 2020 e 2021 a serem acertados. Os empresários do transporte coletivo de Teresina já realizaram o pagamento da parcela correspondente a R$ 721 mil, devida aos trabalhadores, estipulada em acordo extrajudicial homologado ainda no ano passado.

O secretário confirmou que novas manifestações podem ocorrer nos próximos dias. “Enquanto as empresas se mostrarem irredutíveis, continuaremos organizando paralisações e, eventualmente, teremos que anunciar a greve do sistema”, alertou.

Na quinta-feira (21), o Setut se manifestou, através de nota, alegando que o Sindicato dos Rodoviários têm utilizado a não assinatura da convenção como pretexto para a promoção de paralisações.

Conforme a entidade, a questão trabalhista dos anos anteriores foi judicializada e os empresários estão protegidos por decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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