Cultura

Empresário fala sobre o comércio de Opala no Piauí

A cidade de Pedro II é dos poucos locais no mundo a possuir em abundância a rara e cobiçada pedra Opala

Publicado por: Luciano Coelho Repórter: Luciano Coelho 21/12/2020, 12:35

Paulo de Tarso, empresário do ramo de opalas, fala em entrevista à Teresina FM sobre o comércio da pedra preciosa no estado do Piauí. Bastante rara e valiosa, a Opala tornou a cidade de Pedro II famosa por ser um dos poucos lugares no mundo onde há a extração da gema, que atualmente é encontrada com qualidade apenas na cidade piauiense e na Austrália.

A Opala chama a atenção por refletir inúmeras cores. Foto: Reprodução/Mundo Gump.

Paulo afirma também que a Opala é valorizada desde as civilizações mais antigas, sendo usada por reis e imperadores para presentear seus entes queridos e ostentar luxo, como, por exemplo, quando o imperador Napoleão Bonaparte presenteou sua amada Josefina com a gema, e como a utilização da pedra na coroa francesa e nos artigos de luxo da Rainha Vitória da Inglaterra.

Todo esse prestígio se deve tanto à característica de raridade da Opala, por ter pouquíssimas jazidas abundantes no mundo, como pelo visual exuberante e único, em que pode-se ver reflexos de inúmeras cores, sendo popularmente conhecida como “pedra arco-íris”. Por este motivo a Opala pode ser comercializada por valores mais altos até que pedras como diamante, rubi, safira, dependendo da qualidade.

Mercado piauiense é crescente, mas necessita de mais valorização do público local. Foto: Reprodução/G1

Paulo de Tarso acrescenta que a extração da Opala é feita ainda com muito uso de força manual no Piauí, e vem passando por avanços gradativos. A extração da gema preciosa movimenta bastante o comércio local e gera empregos, havendo mais de 1200 garimpeiros cadastrados em Pedro II, além do trabalho de artesãos e comerciantes locais.

O empresário, responsável pela loja UOPAL Joias, ainda frisa que o mercado piauiense está crescendo aos poucos e precisa de ainda mais investimento e de valorização do consumidor local. O Piauí exporta sua Opala ainda na pedra bruta e na forma lapidada, ainda há pouca confecção de joias. As empresas locais contam com o suporte da empresa Opal Prime Brazil, que leva essas gemas preciosas para fora do Piauí já em forma de joias e artigos de luxo. Paulo de Tarso ainda espera que o comércio local cresça e se aprimore, e que as empresas piauienses disponham de melhores tecnologias para a produção local de produtos mais aprimorados com a Opala piauiense.

Por: João Pedro Bezerra

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