O presidente dos EUA confirmou ter conversado por telefone com o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, mas não quis comentar o teor da discussão.
Matéria de Júlia Castelo Branco.
O presidente dos EUA, Donald Trump, procurou descredibilizar seu próprio alerta sobre o espaço aéreo venezuelano, afastando a possibilidade de um ataque aéreo iminente contra o país.
A declaração foi feita à imprensa neste domingo (30), a bordo do Air Force One, após ser questionado por uma repórter se seu alerta deveria ser interpretado como um sinal de ataque aéreo. “Não tirem conclusões disso”, respondeu o presidente.
O presidente utilizou a rede social Truth Social para emitir uma declaração. Ele aconselhou “Todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas” a “considerarem o fechamento total do espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela.” Questionado pela imprensa em seu voo de volta a Washington neste domingo.
Donald Trump declarou que o espaço aéreo da Venezuela deveria ser considerado fechado, justificando a medida por considerar o país sul-americano “nada amigável”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, falando com repórteres a bordo do Air Force One (Foto: Reprodução/CCN Brasil).
O presidente americano criticou a entrada de venezuelanos nos Estados Unidos, alegando: “Eles enviaram milhões de pessoas, provavelmente um número ainda maior. E muitas dessas pessoas não deveriam estar em nosso país, vindas de prisões, gangues, traficantes de drogas, todas essas pessoas que entraram em nosso país causando tantos problemas e drogas”.
Além disso, Trump confirmou ter mantido uma conversa telefônica com o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, mas optou por não detalhar o conteúdo da discussão.
O presidente Nicolás Maduro enviou uma carta ao secretário-geral da OPEP e aos países membros da OPEP e da OPEP+, na qual a Venezuela acusa os Estados Unidos de buscarem, através da força militar, a apropriação das reservas de petróleo do país.