12/01/2026

Economia

Salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, aponta decreto; Dieese calcula valor ideal de R$ 7.067

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (24), o decreto que reajusta o salário mínimo para 2026 para R$ 1.621,00, […]

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Publicado por: Beatriz Mesquita 26/12/2025, 07:26

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (24), o decreto que reajusta o salário mínimo para 2026 para R$ 1.621,00, um aumento de R$ 103 em relação ao valor atual de R$ 1.518,00. O cálculo leva em conta a inflação acumulada até novembro de 2025 e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), conforme as regras do novo arcabouço fiscal.

O reajuste do salário mínimo para 2026 considera a inflação de 4,4% acumulada em 12 meses até novembro de 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além do crescimento real do PIB de 2024. Apesar de a economia ter registrado alta de 3,4% naquele ano, a regra do novo arcabouço fiscal, aprovado em 2023, limita o ganho real a 2,5% para conter o avanço das despesas obrigatórias do governo.

Cédulas de dinheiro (Foto: Reprodução/Congresso em Foco)

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para cerca de 59,9 milhões de brasileiros. O valor influencia diretamente contratos de trabalho, benefícios previdenciários, seguro-desemprego e programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Apesar do reajuste, o Dieese avalia que o piso nacional está distante do necessário para garantir as despesas básicas de uma família. De acordo com a entidade, o salário mínimo ideal para sustentar um núcleo familiar de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18 em novembro de 2025, aproximadamente cinco vezes o valor oficial de R$ 1.518,00. O cálculo leva em consideração gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme previsto na Constituição.

A entidade também destaca que, entre 2019 e 2022, o salário mínimo praticamente não teve ganho real, sendo corrigido apenas pela inflação. Nesse período, o poder de compra dos trabalhadores foi reduzido, especialmente diante da alta nos preços dos alimentos, que têm peso significativo no orçamento das famílias.

Ainda segundo estimativas do Dieese, o salário mínimo de R$ 1.518,00 gera um acréscimo de R$ 81,5 bilhões na renda da economia e de R$ 43,9 bilhões na arrecadação tributária sobre o consumo, beneficiando diretamente cerca de 59,9 milhões de pessoas.

O histórico do piso nacional mostra avanços pontuais ao longo dos anos. Em 2015, por exemplo, o salário mínimo foi fixado em R$ 788, valor que representou, à época, o maior salário mínimo real desde 1983, com ganho real acumulado de 76,54% desde 2002, segundo o Dieese. Já em 2005, quando o piso era de R$ 300, a entidade apontava que o valor era insuficiente para cobrir as necessidades básicas dos trabalhadores brasileiros.

Com informações do SBT News

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