Em entrevista Teresina FM, Emílio Júnior detalha critérios de cobrança e defende contribuição mesmo para carros totalmente elétricos
O secretário da Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, explicou nesta quarta-feira (7), em entrevista à Teresina FM, como funciona a política de cobrança do IPVA no estado, destacando a redução da alíquota para veículos elétricos e os critérios aplicados a carros híbridos e de combustão.
Durante a entrevista, Emílio Júnior afirmou que o Piauí já adotou uma redução na alíquota do IPVA, com diferenciação conforme o tipo de veículo.
“No Piauí, o que nós já temos, Lucia, é que nós já temos uma redução na líquida da cobrança do IPVA. Então, por exemplo, imagine que qualquer veículo que você compre hoje, a líquida dele é 3%. Do carro 100% elétrico, ele é 1%”, explicou o secretário.

Secretaria da Fazenda explica redução do IPVA para veículos elétricos no Piauí (Foto: Reprodução/Internet)
Emílio esclareceu que os veículos híbridos não entram na mesma categoria dos elétricos. Segundo ele, a alíquota varia conforme o valor do veículo.
“Se for combustão, se tiver de dois e meio, ele vai ser dois e meio. Se for acima de 150 mil, vai ser três”, completou.
Em relação aos veículos totalmente elétricos, Emílio Júnior destacou que a cobrança reduzida não significa isenção total, pois esses veículos também utilizam a estrutura pública.
“Agora, um totalmente elétrico, ele vai ser um porcento. É o que nós fizemos porque também a gente tem que perceber e nós temos que entender também que não é porque ele seja elétrico que ele não vai utilizar nada do estado”, afirmou.
Emílio Júnior secretário da Fazenda do Piauí (Foto: Reprodução/Internet)
Emílio Júnior também lembrou que o IPVA tem impacto direto nos municípios.
“O IPVA ajuda a metade para o município, ele vai para a educação, ele vai para a saúde”, pontuou.
Segundo ele, por esse motivo, mesmo os veículos elétricos devem contribuir.
“Ele vai usar a estrada, ele vai… então tem que ter educação de trânsito do mesmo jeito (…) entendemos que é importante também que, mesmo sendo totalmente elétrico, eles também possam estar contribuindo com os investimentos que o estado tem que fazer”, concluiu o secretário.