O Paraguai, atual presidente rotativo do bloco sul-americano, sediará o encontro
Matéria de Júlia Castelo Branco.
Com o aval da União Europeia (UE), o Mercosul manifesta a intenção de agendar, para a próxima semana no Paraguai, a reunião entre a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e os líderes sul-americanos para a assinatura do tratado negociado por 26 anos.
A estratégia do Mercosul é aproveitar o momento e preparar a reunião de líderes o mais rapidamente possível, para “não deixar a bola quicando”, caso a UE confirme o tratado. Apesar do aval provisório da UE, a diplomacia sul-americana mantém cautela e evita dar a assinatura como certa, pois ainda é necessária a ratificação da decisão pelo Conselho Europeu, prevista para ocorrer até as 13h (horário de Brasília).
Fontes em Bruxelas indicam que uma maioria provisória (mais de 55% dos países da UE, representando mais de 65% da população) manifestou apoio ao acordo, e um procedimento de manifestação por escrito está em curso. Aproximações em reuniões realizadas em Bruxelas na quarta-feira (7) contribuíram para que a Itália, considerada o fiel da balança no bloco, se inclinasse a favor do aval.

Foto: Reprodução/Internet.
Isso aumenta a expectativa de que Ursula Von der Leyen viaje ao Paraguai, sede da presidência pro tempore do Mercosul, para a assinatura na próxima semana. Na quarta-feira (7), ministros da agricultura da UE aprovaram um orçamento de 293 bilhões de euros para a política agrícola do bloco, além de recursos para pesquisas, reservas para crises de mercado e redução de taxas para fertilizantes, em um aceno aos agricultores europeus.
Com as novas políticas agrícolas reduzindo resistências, a Itália teria uma última exigência: a redução do percentual que aciona a cláusula de salvaguarda no acordo Mercosul-UE.
Atualmente, o mecanismo permite à UE suspender temporariamente preferências tarifárias na importação de produtos agrícolas sensíveis, como aves ou carne bovina, do Mercosul, se o aumento das importações for considerado prejudicial aos produtores europeus.
No acordo da UE, essa investigação pode ser iniciada se as importações aumentarem em média 8% ao longo de três anos. A Itália busca reduzir esse percentual para 5%, a votação sobre este tópico está agendada para hoje (9), a portas fechadas em Bruxelas. O resultado definirá o teor final do acordo nesse ponto.
Fonte: CNN Brasil.