A facilidade da ferramenta atrai golpistas que se aproveitam da confiança das vítimas
Matéria de Júlia Castelo Branco
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos amplamente adotado no Brasil, com uso estimado por oito em cada dez brasileiros, tornou-se um alvo constante de criminosos. Entre janeiro e setembro do ano passado, o país registrou uma média alarmante de um golpe do falso Pix por segundo, totalizando 28 milhões de fraudes, conforme dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor.
A comerciante Cinthia Moreira, dona de um salão de beleza em São Paulo, exemplifica a vulnerabilidade do sistema. Ela foi vítima de duas fraudes seguidas: uma transferência que nunca se concretizou e outra em que uma cliente apresentou um comprovante falso. “Dei o valor e a cliente mostrou, ainda mostrou o comprovante. Eu confiante, fui olhar depois no aplicativo… mas nada tinha caído”, relata Cinthia.
Diante da crescente onda de golpes, a regra nos estabelecimentos deve ser a atenção imediata. Segundo Cinthia, confiar cegamente no cliente “não funciona”; é preciso checar na hora.
Advogados especializados em direito digital destacam a importância da checagem rigorosa, especialmente em transações de alto valor:
Fonte: SBT News.