12/04/2026

Economia

Conselho de Segurança da ONU debate uso da força no Estreito de Ormuz em meio a impasse global

Proposta liderada pelo Bahrein enfrenta resistência de potências com poder de veto, enquanto tensão com o Irã eleva preço do petróleo

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Publicado por: Julia Castelo Branco 03/04/2026, 11:59

O Conselho de Segurança da ONU deve votar nos próximos dias uma proposta que autoriza o uso da força para garantir a navegação comercial no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de petróleo do mundo. A medida, apresentada pelo Bahrein, surge em meio à escalada de tensões com o Irã, que mantém o controle da passagem marítima e tem restringido o tráfego de navios.

O texto prevê a autorização de “todos os meios defensivos necessários” por um período mínimo de seis meses para assegurar a circulação de embarcações. No entanto, a proposta enfrenta forte oposição de membros permanentes do conselho, como China, Rússia e França, que possuem poder de veto e já sinalizaram rejeição ao uso da força.

 

Foto: Reprodução/TV Globo

 

Localizado na costa iraniana, o Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo e gás, conectando grandes produtores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Iraque, Kuwait e Catar. A atual crise, marcada por ataques a navios e instalação de minas navais, já provocou forte impacto nos mercados internacionais, elevando o preço do barril de petróleo a mais de US$ 100.

Diante do impasse, diplomatas indicam que a votação pode ser adiada, enquanto continuam as negociações entre os 15 membros do conselho. Para ser aprovada, a resolução precisa de pelo menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes.

Autoridades do Bahrein defendem que a ação é necessária para conter o que classificam como uma tentativa “ilegal” do Irã de controlar a navegação e ameaçar interesses globais. Já o governo iraniano considera a proposta uma provocação e afirma que manterá a supervisão sobre o estreito mesmo após o fim do conflito.

Analistas avaliam que, apesar do peso político, a proposta tem baixa chance de implementação prática sem o apoio direto dos Estados Unidos, que seguem atuando na região, mas ainda não apresentaram uma estratégia clara para reabrir a rota marítima. A indefinição continua pressionando os mercados e aumentando as preocupações com a segurança energética global.

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