13/05/2026

Economia

Petróleo despenca mais de 10% após reabertura do Estreito de Ormuz

Trégua no Oriente Médio e liberação da principal rota marítima aliviam temores sobre oferta global

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Publicado por: Julia Castelo Branco 17/04/2026, 11:07

O preço do petróleo registrou forte queda hoje (17), após a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de escoamento de combustível do mundo. A desvalorização ocorre em meio a um acordo de cessar-fogo no Oriente Médio, que reduziu temporariamente as tensões na região.

Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o barril do Brent do Mar do Norte, com entrega para junho, recuava 10,42%, sendo negociado a US$ 89,03. Já o petróleo americano West Texas Intermediate (WTI), para maio, caía 11,11%, cotado a US$ 84,17.

A queda nos preços veio após o Irã anunciar a liberação total da passagem de navios pelo estreito durante o período de trégua. Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, embarcações comerciais poderão circular livremente enquanto o cessar-fogo estiver em vigor, previsto para durar até a próxima quarta-feira (22).

 

Foto: Divulgação/Reuters

 

A decisão foi repercutida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que agradeceu publicamente ao Irã pela reabertura da rota marítima. O movimento ocorre após a formalização de um cessar-fogo de dez dias entre Israel e Líbano, mediado pelos Estados Unidos, em um cenário que envolve indiretamente o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã. Apesar do acordo, ainda há incertezas quanto à sua efetiva implementação.

Considerado um corredor estratégico, o Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao oceano aberto, sendo responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo. Qualquer interrupção no fluxo de navios na região costuma impactar diretamente os preços internacionais da commodity.

Nos últimos dias, o aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos havia elevado o risco de bloqueio da passagem, pressionando os mercados. A travessia de um primeiro petroleiro após o período de restrições reforça a percepção de retomada parcial da normalidade, embora analistas alertem que a situação ainda é instável e depende da manutenção da trégua.

Fonte: G1

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