A partir de sexta-feira (1º) começa a vigorar a tarifa imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e na terça-feira (5), os governadores se […]
A partir de sexta-feira (1º) começa a vigorar a tarifa imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e na terça-feira (5), os governadores se reúnem com o presidente Lula e o ministro das Indústrias, Geraldo Alckmin, para discutirem alternativas e novos mercados para a absorção da produção brasileira. Os governadores do Consórcio Nordeste farão uma reunião em separado coordenada pelo governador Rafael Fonteles, que é o atual presidente, para avaliarem a situação. O Piauí, vigorando a tarifa do Trump, tende a perder R$ 32 milhões na exportação aos Estados Unidos. O Piauí está dentre os cinco estados com menor prejuízo, por conta do volume de exportações. Os produtores de mel buscam novos mercados, porque já enfrentam dificuldades para desovar a produção. Além do Piauí, também apresentam perdas mais controladas os estados de Roraima (R$ 13 milhões), Sergipe (R$ 30 milhões), Acre (R$ 31 milhões) e Amapá (R$ 36 milhões). Do Nordeste o mais prejudicado é o Ceará que mantem negócios de 44,9% de exportação com os Estados Unidos, seguido pela Paraíba como 21,6%. Os alimentos processados, metalurgia, couro e calçados devem ser os mais penalizados com as tarifas. A pauta de exportação do Piauí é mais voltada para as commodities (são produtos básicos, geralmente matérias-primas, de origem primária, como produtos agrícolas, minerais e energéticos) e as energias renováveis. No total, os prejuízos nacionais podem ultrapassar R$ 19 bilhões.