Religião e política não se misturam? Impossível; o homem é um ser político e muitos dos adeptos de vertentes religiosas se convertem muito por conta […]
Religião e política não se misturam? Impossível; o homem é um ser político e muitos dos adeptos de vertentes religiosas se convertem muito por conta de discursos (ou seja, de um ato político) de um pregador. Os romanos utilizavam a religião como um instrumento prático de controle social e integração política.
Política e religião se misturam, o que não deveria acontecer é a comunhão entre religião e política partidária, com a política fisiológica, prática que visa a troca de vantagens privadas (que é o caso do voto), bem mais comum nos dias de hoje.
Marchas evangélicas, encontros católicos, cultos, participações em missa… Tudo com registro fotográfico, vídeos e publicações em massa através de redes sociais. A prática se torna comum em período eleitoral. Tudo programado. E não estamos falando com relação ao seio político, estritamente falando; não é culpa só o detentor de mandato atrás da reeleição ou postulante a uma oportunidade. Indivíduos e grupos utilizam seus valores religiosos para guiar escolhas eleitorais.
A diferença do hoje para o ontem? É que agora acontece de forma bem mais descarada e até mesmo contrariando a legislação, que veda propaganda e manifestações de promoção de candidaturas dentro de igrejas e templos religiosos durante o período de campanha eleitoral. Se não respeitam Deus, vão respeitar a constituição?