A concessão foi adiada por falta de empresas interessadas
O Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) aponta fragilidades na estrutura financeira e operacional do projeto de Parceria Público-Privada (PPP) do estádio Governador Alberto Tavares Silva, o Albertão (na zona Sul de Teresina). A Corte orienta órgãos do Executivo estadual a aprimorar mecanismos de gestão e garantias contratuais.
O TCE-PI identificou riscos e fragilidades relacionados à sustentabilidade econômico-financeira, à estrutura de garantias, à definição de indicadores de desempenho e à gestão das externalidades urbanas decorrentes da operação da arena.

O estádio de futebol Albertão, em Teresina (Foto: divulgação)
O acompanhamento técnico foi conduzido pela Divisão de Fiscalização de Desestatização, Regulação e Tecnologia da Informação (DFContratos 5) do TCE-PI e teve como objetivo avaliar a fase interna de estruturação da concessão administrativa, abrangendo aspectos formais, técnicos e econômico-financeiros do projeto.
O pleno do Tribunal, sob relatoria da conselheira Waltânia Alvarenga, decidiu, por unanimidade e em consonância com o parecer do Ministério Público de Contas, pela expedição de alertas e recomendações aos órgãos envolvidos na estruturação da PPP: Secretaria de Estado dos Esportes (SECEPI), Secretaria de Estado da Administração (SEAD) e Superintendência de Parcerias e Concessões (SUPARC). A deliberação ocorreu na sessão do dia 23 de outubro deste ano.
Diante dos achados, o Tribunal emitiu um conjunto de recomendações técnicas voltadas ao aprimoramento da modelagem contratual e da governança da concessão, entre elas:
O Governo do Piauí publicou a portaria nº 278/2025, que institui a comissão responsável pelo procedimento licitatório para a concessão do estádio Albertão no dia 28 de março deste ano. A Secretaria da Administração (Sead) é a responsável pelos trâmites.
A medida integra o processo de Parceria Público-Privada (PPP) que visa à adequação, gestão e manutenção do principal palco esportivo do estado, com a meta de transformá-lo em uma arena multiuso. De acordo com o Executivo estadual, serão mais de R$100 milhões em investimentos.
O projeto prevê uma concessão de 35 anos, com valor contratual de R$ 91,6 milhões e mais contrapartida do estado de R$20 milhões. O Albertão passará por uma reestruturação para comportar, além de eventos esportivos, atividades culturais, feiras e convenções, diversificando suas fontes de receita e promovendo o desenvolvimento econômico local.
O leilão estava previsto para ocorrer em junho na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, só que foi adiado por conta da falta de empresas interessadas. A Secretaria da Administração não deu novo prazo para a realização do procedimento.
Com informações do TCE-PI