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Advogada dá dicas de proteção de dados em meio à ascensão de golpes: “Quanto mais cuidados, mais segurança”

Presidente de comissão da OAB-PI elenca situações de vulnerabilidade dos usuários e analisa métodos usados por criminosos

Publicado por: Eric Souza 18/05/2022, 13:20

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), sancionada em 2018 pelo ex-presidente Michel Temer, visa proteger os direitos de liberdade e privacidade quer nos meios digitais, quer nos meios físicos. Os dispositivos contidos na lei assumem uma especial importância no período pós-pandêmico, durante o qual as relações e os crimes virtuais se intensificaram.

Na visão da advogada Carolina Martins, presidente da Comissão de Dados Pessoais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Piauí (OAB-PI), quanto mais cuidados forem adotados pelos usuários, mais segurança eles terão.

Advogada enfatiza importância da Lei Geral de Proteção de Dados (Foto: Teresina FM)

“Hoje confiamos de forma exagerada no telefone celular. Só porque contamos com bloqueio de tela, seja com senha ou com biometria, não significa que está seguro. Precisamos adotar precauções semelhantes a quando vamos sacar dinheiro em um banco, por exemplo”, avaliou em entrevista ao JT1 da Teresina FM nesta quarta-feira (18).

Atualmente, virou prática comum entre os criminosos desbloquearem os celulares furtados. A fim de obterem acesso aos aplicativos, particularmente os bancários, utilizam um chip em branco, ligam para a operadora do antigo usuário e registram o número no dispositivo. Dessa forma, quando a vítima solicita acesso às aplicações, estas enviam mensagens de confirmação, que são aproveitadas pelos assaltantes.

“Por isso, é válido questionar se é mesmo necessário contarmos com vários aplicativos de banco no celular. Uma excelente dica é vincular a dupla autenticação do aparelho a outro número de telefone ou então a uma aplicação própria que oferece proteção por meio de chaves aleatórias”, apontou Carolina.

Transferência por Pix já é a principal forma de pagamento do país (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Outra orientação da advogada é evitar clicar em links suspeitos, mesmo que sejam enviados por pessoas conhecidas. “Cheque primeiro se a informação corresponde ao site que o contato está lhe enviando. Tome cuidado extra com as ofertas: a maioria é enganosa e serve somente para invadir seu celular”, ressaltou.

A entrevistada também chamou atenção para o Pix, forma de transferência eletrônica que virou onipresente no cotidiano dos brasileiros. Segundo a integrante da OAB-PI, devido à instantaneidade da operação, recuperar a quantia perdida pode demorar um pouco. Um conselho útil é definir limites de transferência durante o dia e à noite para que os criminosos não extraiam grandes valores.

“Hoje as empresas são obrigadas pela LGPD e pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC) a garantirem o sigilo, a guarda e o cuidado das informações dos usuários. Portanto, é um direito seu saber como as instituições gerem seus dados. Caso se sinta prejudicado nesse campo, recorra ao Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e registre uma reclamação”, completou.

Confira a entrevista completa no Jornal da Teresina 1ª Edição desta quarta-feira (18):

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