08/09/2026

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Taxação dos EUA derruba exportações piauienses em 76%, mas estado mantém superávit

Vendas caíram para US$ 679 mil em agosto, mas diversidade da pauta garantiu saldo positivo de US$ 91,4 milhões

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Publicado por: Eduardo Calado 08/09/2025, 15:41

O primeiro mês da taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos piauienses já mostrou seus efeitos. As exportações do estado para o mercado americano despencaram 76,36% em agosto: caíram de mais de US$ 2,8 milhões em julho para apenas US$ 679,1 mil. O produto mais afetado foi o mel, carro-chefe das vendas piauienses para os norte-americanos e um dos símbolos do agronegócio local.

Imagem: Reprodução/Redes Sociais

À primeira vista, o tombo poderia acender um sinal vermelho. Mas, quando se olha para o quadro geral, a notícia é bem diferente: a balança comercial do Piauí fechou agosto com um superávit robusto de US$ 91,4 milhões. Isso significa que, mesmo com a perda no mercado americano, o estado conseguiu vender mais do que comprou, sustentando um resultado positivo e mostrando fôlego.

Na prática, o que explica esse equilíbrio é a diversidade da pauta exportadora piauiense. Produtos como soja, couro, carne e frutas mantiveram o ritmo das vendas para outros destinos, compensando a retração com os EUA. Essa capacidade de adaptação tem sido apontada pelo governo estadual como uma das maiores conquistas da política de comércio exterior do Piauí.

Para reduzir ainda mais a dependência de um único parceiro, o governador e a Agência Investe Piauí vêm intensificando missões internacionais. A ideia é abrir portas em mercados da Europa, da Ásia e do Oriente Médio, ampliando a presença dos produtos piauienses em diferentes prateleiras do mundo. O objetivo é claro: garantir que situações como a atual não comprometam o desempenho do estado a longo prazo.

O resultado de agosto deixa uma mensagem importante. O impacto da taxação americana foi real, mas o Piauí não quebrou. Ao contrário: manteve um saldo expressivo e mostrou capacidade de resistir às pressões externas. Em meio à turbulência, o estado segue no azul e, ao que tudo indica, ainda mais disposto a expandir seus horizontes.

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