Governador do Utah disse que amigos e a família do suspeito o entregaram à polícia. Mais cedo, Donald Trump defendeu pena de morte. Detenção ocorre no 3º dia de buscas por assassino de Kirk, ativista apoiador de Trump morto com tiro no pescoço na quarta (10).
Tyler Robinson, principal suspeito de assassinar Charlie Kirk, foi indiciado por homicídio agravado pela Justiça dos EUA nesta terça-feira (16). A Promotoria de Utah defende pena de morte.
Além disso, o suspeito também foi indiciado pelos seguintes crimes: porte de arma e obstrução da justiça.

Foto divulgada pela polícia de Utah mostra o norte-americano Tyler Robinson, suspeito de matar o ativista de direita Charlie Kirk, em 12 de setembro de 2025. (Foto: Governo do Utah via AP )
Charlie Kirk, ativista de direita dos Estados Unidos, morreu após ser baleado no pescoço na última quarta-feira (10). A polícia prendeu Tyler Robinson, de 22 anos, na sexta-feira (12).
A captura ocorreu no 3º dia de buscas pelo atirador, que mobilizaram policiais locais e o FBI. A procura pelo atirador durou 33 horas, de acordo com o diretor-geral do FBI, Kash Patel.
Patel afirmou que policiais estavam interrogando o suspeito e fazendo investigações para confirmar que o homem detido é o assassino de Kirk nesta manhã. Mas disse também que policiais já encontraram indícios “físicos” que comprovam que a autoria do crime é do suspeito preso, e que ele deve ser indiciado ainda nesta sexta.
Charlie Kirk, um influenciador republicano de 31 anos aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, morreu na quarta-feira (10) após ser baleado no pescoço enquanto falava em um evento na Universidade Utah Valley.
As buscas mobilizaram o FBI e policiais locais, mas foram amigos e a própria família do suspeito, que o entregaram, disse o governador do Utah.
“Queria agradecer à família de Tyler Robinson. Vocês fizeram a coisa certa”, declarou o governador. Ele disse que o atirador confessou o crime a amigos, que então entraram em contato com sua família.
Dias antes, ainda de acordo com os amigos do suspeito, Robinson havia relatado a eles que Charlie Kirk estaria em Utah para uma palestra a jovens universitários e disse não gostar do ativista. Ele, depois, confessou o crime a pessoas próximas, ainda segundo a polícia.
Mais cedo, entrevista à rede de TV Fox News, Donald Trump disse que o próprio suspeito foi voluntariamente até uma delegacia local após um pastor local, que também é policial, delatá-lo a seu pai, que então o convenceu a se entregar.
O diretor do FBI e o governador não comentaram a declaração de Trump na coletiva.
Ainda de acordo com o governador do Utah, o suspeito não era aluno da universidade Utah Valley, onde o crime ocorreu. No entanto, no dia em que Kirk deu a palestra na instituição, ele foi até a universidade dirigiu seu carro. Depois do crime, trocou de roupa e fugiu a pé, segundo o governador.
O governador do Utah disse que a polícia também encontrou, em uma rede social sua, mensagens sobre uso de fuzis e cartuchos de bala. E afirmou que o suspeito deixou mensagens inscritas no fuzil e cartuchos supostamente utilizados no crime contra Kirk.
Fonte: G1