17/12/2025

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11 membros da mesma família são condenados a morte na China por controlar campos de “ciberescravos”

Ao todo, 39 integrantes foram sentenciados; clã transformou Laukkaing em centro de golpes, drogas e jogos ilegais

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Publicado por: Eduardo Calado 30/09/2025, 10:04

Um tribunal chinês condenou à morte 11 integrantes da família Ming, acusados de comandar centros de fraude em Mianmar. A sentença foi divulgada nesta segunda-feira (29) pela emissora estatal CCTV.

Foto: CCTV via BBC

Ao todo, 39 membros da família foram condenados em Wenzhou, no leste da China. Além das 11 execuções, cinco receberam pena de morte com suspensão de dois anos, 11 foram sentenciados à prisão perpétua e os demais pegaram penas que variam de 5 a 24 anos de prisão.

Segundo o tribunal, desde 2015 o grupo esteve envolvido em crimes como fraudes em telecomunicações, cassinos ilegais, tráfico de drogas e prostituição, movimentando mais de 10 bilhões de yuans (cerca de R$ 7,4 bilhões). As autoridades ainda responsabilizam os criminosos pela morte de funcionários que tentaram retornar à China.

A família Ming fazia parte dos clãs que controlavam Laukkaing, no estado de Shan, e transformaram a cidade em um polo de golpes online, drogas e jogos de azar. Relatórios da ONU já haviam classificado a região como um hub de “ciberescravidão”, onde milhares de trabalhadores estrangeiros eram mantidos em condições abusivas para operar fraudes digitais contra vítimas ao redor do mundo.

A repressão chinesa ocorre após Mianmar prender e extraditar vários integrantes das famílias criminosas em 2023. A ofensiva também pressionou países vizinhos, como a Tailândia, a agir contra os centros de golpe. Apesar disso, parte da atividade migrou para o Camboja, embora ainda siga forte em território birmanês.

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