Operações da PF investigam desvio de recursos em contratos da Sesapi e FMS; dois gestores foram presos e R$ 66 milhões bloqueados
O governador do Piauí, Rafael Fonteles, declarou nesta quarta-feira (1) que os envolvidos em fraudes na saúde pública do estado devem responder na forma da lei. A fala ocorreu após operações da Polícia Federal que investigam desvios milionários em contratos da Secretaria de Saúde (Sesapi) e da Fundação Municipal de Saúde (FMS), com prisões e bloqueios judiciais.
As investigações resultaram na prisão de dois gestores de Organizações Sociais de Saúde (OSS) e no afastamento de dois servidores da Sesapi e FMS. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 66 milhões dos envolvidos, além da apreensão de veículos de luxo, relógios e dinheiro em espécie.

Governador Rafael Fonteles (Foto: Reprodução/Internet)
A Operação Omni investiga irregularidades na contratação de OSS responsáveis pela gestão hospitalar, com foco no Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (Heda), em Parnaíba. Já a Operação Difusão apura suspeitas de favorecimento em contratos de serviços de hemodiálise.
Segundo o governador, auditorias na Sesapi são frequentes e o governo estadual está comprometido em colaborar com as investigações. Fonteles afirmou que a Sesapi ainda não recebeu informações formais sobre as ações da PF.
As operações, realizadas na terça-feira (30), cumpriram 29 mandados em sete estados e no Distrito Federal, com apoio da CGU e do TCE-PI. A PF segue apurando a possível participação de outros servidores e contratos irregulares.
Em nota, Sesapi, FMS e o Heda reafirmaram compromisso com a legalidade e informaram estar à disposição das autoridades.
Confira o vídeo do governador: