Júnior Macêdo colaborou com a SSP na Operação Carbono Oculto 86, que interditou 49 postos e expôs rede bilionária de fraudes no Piauí
O diretor do Instituto de Metrologia do Piauí (IMEPI), Júnior Macêdo, tem recebido ameaças após atuar em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) na Operação Carbono Oculto 86, que desarticulou um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro com vínculos ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado.
A ação resultou na interdição de 49 postos de combustíveis, sendo 16 em Teresina, e revelou que a facção movimentou mais de R$ 5 bilhões entre 2023 e 2025, utilizando empresas de fachada e fraudes financeiras.

Júnior Macêdo, diretor do IMEPI (Foto: Reprodução/Instagram)
Entre os investigados, está a rede de postos HD, apontada como uma das principais envolvidas no esquema. De acordo com informações apuradas, teria sido oferecida uma quantia de R$ 500 mil para tentar afastar Júnior Macêdo do cargo, após sua atuação firme nas fiscalizações realizadas em conjunto com o INMETRO e a SSP.
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