Um ano após a morte de Vinicius Gritzbach, Kauê Amaral foi localizado pela Polícia Civil paulista no Complexo da Penha
Imagens de drones obtidas pela Polícia Civil de São Paulo mostram Kauê Amaral, apontado como olheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital), escondido em uma casa no Complexo da Penha, zona Norte do Rio de Janeiro, área dominada pelo Comando Vermelho (CV). O suspeito é investigado pela participação na execução do empresário e delator do PCC, Antonio Vinicius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos (SP) há exatamente um ano.
O monitoramento faz parte da investigação que tenta capturar Kauê e os supostos mandantes do crime, Emílio Carlos Gongorra, o Cigarreira, e Diego Amaral, o Didi, ambos foragidos. Policiais relataram que o imóvel onde Kauê se esconde estava cercado por barricadas e homens armados, o que reforça a proteção dada pelo CV.

Um ano após o assassinato brutal no Aeroporto de Guarulhos, supostos mandante e olheiro do crime foram monitorados pela Polícia Civil de SP em comunidades cariocas, revelando forte amparo do CV (Foto: Reprodução/CNN)
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o DHPP já concluiu o inquérito sobre o assassinato de Gritzbach. A apuração revelou uma complexa rede criminosa, envolvendo 18 policiais militares três deles denunciados como executores e submetidos a júri popular.
Segundo as investigações, Cigarreira teria ordenado o crime por vingança e disputa financeira ligada à lavagem de dinheiro e criptomoedas. Ele teria contratado os PMs por meio do olheiro, que também organizou a fuga. O DHPP afirma que o núcleo principal do crime foi esclarecido, mas as buscas pelos foragidos continuam sob sigilo.
Confira o vídeo:
Com informações da CNN Brasil