Abalo foi sentido na região de Caxias e Parnarama; Defesa Civil do Piauí afirma que fenômeno não representa risco
As estações sismológicas instaladas em Pedro II, no Norte do Piauí, e em Floriano, no Sul do estado, identificaram um tremor de magnitude 4.0 nas regiões de Caxias e Parnarama, no Leste do Maranhão, a aproximadamente 65 km de Teresina. O tremor aconteceu na noite desta quinta-feira (13) às 22h07. Moradores relataram nas redes sociais que sentiram vibrações, mas, até o momento, o Corpo de Bombeiros do Maranhão não registrou danos.
As estações piauienses que captaram os quatro abalos pertencem ao Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), responsável por 55 estações distribuídas pelo país, especialmente no Nordeste.

Tremor de terra registrado em Parnarama, segundo a UFRN — Foto: Divulgação/UFRN
O diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil estadual, Werton Costa, explicou que o tremor não representa risco à população.
“A bacia sedimentado Maranhão Piauí, onde estão encaixados os dois estados, é uma área geologicamente estável, porém não isenta de pequenos tremores de terra”, afirmou o diretor.
Ele ressaltou o papel da rede sismográfica do Nordeste, coordenada pela UFRN, que monitora vibrações por meio de equipamentos instalados em pontos estratégicos.
A área do abalo fica na faixa do médio Parnaíba, entre Caxias e Parnarama, região localizada em profundidade no centro da Bacia Sedimentar do Rio Parnaíba. Pesquisadores destacam que a ocorrência chama atenção devido à posição geológica da área.
Costa afirmou ainda que as estações piauienses captaram quatro tremores durante a madrugada, sendo o maior deles com magnitude 4.0, ocorrido no médio Parnaíba-Maranhense, próximo aos municípios de Matões e Parnarama. Para ele, trata-se de um fenômeno significativo para a região, mas sem potencial de causar danos.
“É um tremor que não causa danos, um tremor que não representa uma ameaça […]. Então é um fenômeno que serve apenas para ciência como um evento a ser estudado […]. Não há perigo, é apenas um dado que a ciência precisa divulgar para orientar a população sobre possíveis riscos”, concluiu Werton.