Investigação preliminar confirmou relação de incêndio histórico, que deixou mais de 120 mortos, com reformas em condomínio de arranha-céus. Nove pessoas foram presas pelo incidente e ainda há mais de 200 moradores desaparecidos, segundo autoridades locais
O incêndio histórico em um condomínio de arranha-céus de Hong Kong começou em uma rede de proteção, que fazia parte de reformas, em andares inferiores e se espalhou rapidamente para os demais prédios por meio de placas de isopor e andaimes de bambu, disse o governo nesta sexta-feira (28) com base em um relatório preliminar.
“Com base nas informações preliminares que temos, acreditamos que o incêndio começou na rede [de proteção de reformas] instalada do lado de fora dos andares inferiores e rapidamente se espalhou para cima devido à queima das placas de espuma, afetando vários andares”, disse o secretário de Segurança, Chris Tang, em entrevista coletiva.
O incêndio, iniciado na quarta-feira e que os bombeiros conseguiram extinguir apenas nesta sexta-feira, deixou mais de 120 mortos e 79 feridos e é o pior registrado na cidade em décadas, segundo o governo. Moradores dos edifícios ficaram presos pelo fogo e mais de 200 pessoas ainda estavam desaparecidas até a última atualização desta reportagem. (Leia mais abaixo)
Segundo o governo, os prédios estavam em reformas de renovação há cerca de um ano, por isso estavam envoltos por uma rede de proteção verde com andaimes de bambu (veja na imagem abaixo). “A alta temperatura [do fogo] também fez com que os andaimes de bambu e a rede de proteção queimassem, e as varas de bambu quebradas pelo fogo caíssem e espalhassem as chamas para outros andares”, afirmou Tang.

Buquê de flores é colocado no local do incêndio no conjunto habitacional Wang Fuk Court, em Tai Po, Hong Kong, em homenagem às vítimas (Foto: Reuters/Tyrone Siu)
Além disso, o sistema de alarmes de incêndio dos prédios apresentavam defeitos e não estavam funcionando corretamente, segundo o corpo de bombeiros de Hong Kong.