Ditador deu prazo de 24 horas para apresentação de estratégias de “ofensiva permanente” diante de atritos com os EUA
Na última sexta-feira (5), o ditador Nicolás Maduro instruiu as forças militares e policiais da Venezuela a analisarem e desenvolverem métodos de “luta armada” em todas as esferas: popular, policial e militar. A determinação foi anunciada durante a inauguração da nova sede da Academia do Serviço da Polícia Nacional Bolivariana (PNB), em Caracas, com transmissão pela TV estatal.

Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Em seu discurso, Maduro exigiu que todas as instituições de segurança mantenham um “plano de ofensiva permanente”. Ele estabeleceu um prazo de apenas 24 horas para que cadetes e instrutores da academia apresentem propostas escritas, de até duas páginas, detalhando como intensificar essa ofensiva para garantir a “paz” no país, “em qualquer circunstância”, ao longo dos próximos meses e anos. O líder do regime afirmou buscar inspiração na “força moral” dos estudantes.
A convocação abrangeu diversos órgãos, incluindo a PNB, o Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin), a Direção Geral de Contrainteligência Militar (DGCIM) e a polícia científica (Cicpc). O objetivo é que cada entidade avalie como pode contribuir para fortalecer o “poder da nação venezuelana”.
O endurecimento do discurso ocorre em um contexto de escalada nas tensões diplomáticas com os Estados Unidos. Enquanto Washington mantém uma operação aeronaval no Caribe sob a justificativa de combate ao narcotráfico, o governo de Caracas classifica a presença militar americana como uma ameaça direta e parte de uma estratégia para forçar uma mudança de regime.