Ex-primeira-dama pede afastamento temporário, cita abalo na imunidade e volta a ser alvo de críticas internas após discordar de articulações do partido
Michelle Bolsonaro pediu afastamento temporário da presidência do PL Mulher, núcleo feminino do Partido Liberal, alegando tensões emocionais e alterações em seu estado de saúde. O afastamento ocorre em meio ao impacto provocado por episódios recentes envolvendo sua família e o cenário político do partido.
Com a decisão, um compromisso que estava previsto para o próximo sábado (13), no Rio de Janeiro, foi adiado. Em nota divulgada pelo PL Mulher, a legenda informou que Michelle já vinha enfrentando oscilações em sua saúde e que o quadro teria sido agravado pelas pressões relacionadas à situação de Jair Bolsonaro e pelas críticas direcionadas à família.

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Segundo o comunicado, a condição teria afetado sua imunidade, levando à recomendação médica de afastamento das atividades partidárias por um período ainda não divulgado. Após esse prazo, ela deverá passar por nova avaliação médica.
O afastamento ocorre logo após uma nova polêmica interna. Durante um evento no Ceará, Michelle criticou uma articulação do PL para as eleições de 2026 que envolve uma possível aliança com o ex-governador Ciro Gomes para a disputa ao Senado. A movimentação vinha sendo conduzida por lideranças do partido no estado, como o deputado André Fernandes.
Suas declarações geraram reações dentro da própria família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro afirmou que Michelle teria atropelado o posicionamento de Jair Bolsonaro. Carlos e Jair Renan endossaram a crítica, enquanto Eduardo Bolsonaro classificou a postura dela como desrespeitosa.
Após a repercussão, Michelle afirmou respeitar a opinião dos filhos do ex-presidente, mas defendeu seu direito de se posicionar publicamente, destacando que tem liberdade para expressar suas ideias, mesmo quando são diferentes das de sua família.