Levantamento mostra que proporção no estado é mais que o dobro da média nacional e reforça a importância das organizações da sociedade civil
No Piauí, 28,7% das fundações privadas e associações sem fins lucrativos atuam na área de desenvolvimento e defesa de direitos do cidadão, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As informações fazem parte da pesquisa Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos (FASFIL), que analisa o setor não lucrativo no Brasil, trazendo dados sobre localização, áreas de atuação, porte e perfil dos trabalhadores dessas entidades. O estudo evidencia o papel fundamental dessas organizações na complementaridade das políticas públicas.

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Em 2023, o estado contabilizou 8.432 unidades locais dessas instituições. A proporção de entidades voltadas à defesa de direitos no Piauí é mais que o dobro da média nacional, que ficou em 13,4%. Entre elas estão associações de moradores, centros comunitários, organizações de desenvolvimento rural, entidades de capacitação profissional e organizações que atuam na defesa de direitos de grupos e minorias.
Além da área de desenvolvimento e defesa de direitos, destacam-se no estado as associações patronais, profissionais e de produtores rurais, que representam 23,1% do total, seguidas pelas entidades religiosas, com 20,6%, e pelas ligadas à cultura e recreação, com 10,7%.
Por outro lado, as menores participações foram registradas nas áreas de habitação (0,02%), saúde (0,6%) e meio ambiente e proteção animal (0,7%).
No cenário nacional, o Brasil registrou 596.259 unidades locais de fundações privadas e associações sem fins lucrativos. As áreas com maior concentração são religião (35,3%) e cultura e recreação (15%). O Piauí aparece como o 18º estado em número de entidades, respondendo por 1,4% do total nacional.