24/01/2026

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Após 15 anos do acidente de Fukushima, Japão se prepara para reativar a maior usina nuclear do mundo

O pior incidente nuclear desde Chernoby.

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Publicado por: Eduardo Calado 22/12/2025, 11:53

Matéria de Júlia Castelo Branco.

O Japão está prestes a reiniciar a maior usina nuclear do mundo, Kashiwazaki-Kariwa, quase 15 anos após o desastre de Fukushima, um marco decisivo no retorno do país à energia nuclear. A usina, localizada a 220 km a noroeste de Tóquio, estava entre os 54 reatores desligados após o terremoto e tsunami de 2011.

A retomada foi efetivamente autorizada hoje (22), após a assembleia da província de Niigata aprovar um voto de confiança no governador Hideyo Hanazumi, que apoia a medida. Kashiwazaki-Kariwa será a primeira usina a ser reativada sob a gestão da Tokyo Electric Power Co (TEPCO), a mesma empresa responsável pela usina de Fukushima Daiichi.

Apesar da aprovação oficial, a decisão enfrenta forte oposição. Cerca de 300 manifestantes, muitos deles idosos, protestaram em frente à assembleia com cartazes criticando a energia nuclear e a TEPCO. Muitos moradores locais permanecem céticos, com uma pesquisa recente indicando que 60% não acreditam que as condições para a retomada foram atendidas e quase 70% se preocupam com a TEPCO operar a usina.

 

Foto: REUTERS/Issei Kato.

 

Uma agricultora e ativista antinuclear, Ayako Oga, se mudou de Fukushima para Niigata após o desastre de 2011, expressou o temor de muitos habitantes: “Conhecemos em primeira mão o risco de um acidente nuclear e não podemos ignorá-lo”. A TEPCO, por sua vez, prometeu investir 100 bilhões de ienes (US$ 641 milhões) na prefeitura nos próximos 10 anos, buscando ganhar apoio e se comprometendo a “nunca repetir um acidente como esse”.

O reinício do primeiro dos sete reatores da usina, que a TEPCO propõe para 20 de janeiro, é visto como crucial para a segurança energética do Japão. A primeira-ministra Sanae Takaichi apoia a medida para reduzir a dependência do país de combustíveis fósseis importados, que atualmente respondem por 60% a 70% da geração de eletricidade. Nessa óptica, o gasto do Japão de 10,7 trilhões de ienes (US$ 68 bilhões) na importação de gás natural liquefeito e carvão no ano passado.

A retomada das operações em Kashiwazaki-Kariwa  pode aumentar o fornecimento de eletricidade para Tóquio em 2%, é considerada um “marco crucial” para o Japão atingir sua meta de dobrar a participação da energia nuclear para 20% em sua matriz elétrica até 2040, ajudando a entender a crescente demanda de energia, impulsionada pela expansão de data centers de inteligência artificial.

Fonte: G1.

 

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