Fronteira terrestre é considerada como alternativa.
Matéria de Júlia Castelo Branco.
A suspensão de voos para a Venezuela, em meio às crescentes tensões com os Estados Unidos, isolou o país e forçou venezuelanos, como Sol, a adiarem seus planos de passar as festas de fim de ano com a família. A fronteira terrestre surge como uma alternativa.
As consequências para os viajantes se intensificaram após uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, que instruiu: “Considerem o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela totalmente fechado”. Isso ocorreu dias depois que a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) recomendou às companhias aéreas comerciais que “redobrassem as precauções” ao sobrevoar a Venezuela e o sul do Caribe.

Foto: Marcelo Camargo/Divulgação Agêcia Brasil.
Desde então, diversas companhias aéreas cancelaram suas rotas para a Venezuela até o final de dezembro. A Gol, por exemplo, foi uma das primeiras a suspender os voos. Como resultado, o Instituto Nacional de Aeronáutica Civil (INAC) da Venezuela revogou a concessão de voos da Gol e de outras cinco companhias que seguiram as orientações da FAA.
As empresas aéreas ofereceram aos passageiros a opção de remarcar passagens para outras rotas ou solicitar reembolso. Para Sol, que é funcionária administrativa em Buenos Aires, não é a primeira vez que a situação política da Venezuela interfere em seus planos: no final de 2024, ela adiou uma viagem que faria com a família devido à instabilidade e aos protestos após a eleição presidencial.
Fonte: CNN Brasil.