Velas em garrafas de champanhe são causa provável do incêndio na Suíça
Matéria de Júlia Castelo Branco.
A tragédia marcou as primeiras horas de 2026 em Crans-Montana, na Suíça, quando um incêndio devastou o tradicional bar Le Constelation durante uma festa de Ano Novo. O fogo resultou na morte de 40 pessoas e deixou 115 feridos, muitos em estado crítico.
Testemunhas relataram que as chamas começaram devido a velas pirotécnicas colocadas em garrafas de champanhe. Segundo Axel, uma garçonete subiu no ombro de outra, segurando as garrafas com as velas, em um movimento que parecia um show. As chamas alcançaram o teto, que pegou fogo.
O pânico se instalou quando o fogo se alastrou. A música ainda tocava enquanto as pessoas tentavam fugir. Imagens capturaram o momento em que as chamas tomaram conta do local. As escadas, descritas como “um bocado estreitas” pelo português Ricardo Izequiel, que conhecia o bar de mais de 40 anos, ficaram congestionadas.

Foto: Reprodução/Redes sociais.
Nathan só conseguiu escapar quebrando uma janela, mas a fumaça intensa dificultava a visão, levando ao sufocamento de muitas vítimas. Letícia, que perdeu o amigo na tentativa de fuga pela escada, lamentava em lágrimas.
A fumaça foi notada por volta da 1h30, horário local, e o socorro foi acionado imediatamente. Policiais chegaram à 1h32, seguidos rapidamente por paramédicos e bombeiros, que conseguiram apagar o incêndio.
A operação de resgate foi maciça, envolvendo 13 helicópteros, 42 ambulâncias, dois caminhões de resgate e 150 socorristas. Contudo, a rapidez do fogo e sua intensidade superaram a velocidade da resposta, resultando nas dezenas de mortes.
Dominic, que estava a caminho do bar, ajudou a carregar as vítimas, notando o impacto do choque de temperatura entre o calor interno e o frio externo.
A polícia isolou a rua, e o Ministério Público suíço abriu uma investigação. A procuradoria descartou a hipótese de ataque terrorista e trabalha com diversas causas. A procuradora indicou a probabilidade de o fogo ter provocado uma explosão. As velas pirotécnicas continuam sendo a principal linha de investigação para a origem do incêndio.
Fonte: G1.