Confronto com polícia, lojistas, comerciantes de bazares e estudantes participaram das manifestações, entoando palavras de ordem contra o governo
Matéria de Júlia Castelo Branco.
O Irã enfrenta uma nova e intensa onda de protestos em várias províncias, motivada principalmente pela crise econômica, alto custo de vida e alta inflação (42,5% em dezembro, com o rial perdendo metade do valor em 2025). Estes são os maiores protestos desde 2022. Os manifestantes, incluindo lojistas, comerciantes e estudantes, confrontaram a polícia.

Foto: Reprodução/Redes sociais.
O presidente iraniano, Masou Pezeshkian, reconheceu a insatisfação popular e a responsabilidade do governo, admitindo que o problema não deve ser atribuído aos EUA ou a terceiros. A repressão resultou na primeira morte confirmada de um membro da força paramilitar Basij (em Kuhdasht) na quarta-feira (31). Ontem (1°), pelo menos mais duas pessoas morreram em Lordegan, e outras três em Azna após manifestantes invadirem uma delegacia. Houve prisões em Kuhdasht (20) e Malard (30).
Internacionalmente, o Departamento de Estado dos EUA manifestou preocupação, e o ex-presidente Donald Trump alertou que os EUA intervirão se o Irã usar violência letal. Autoridades iranianas, como Ali Larijani e Ali Shamkhani, emitiram alertas severos contra a intervenção americana, classificando a segurança nacional como uma “linha vermelha”.
Fonte: CNN Brasil.