21/05/2026

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Alemanha, França, Suécia e Noruega reforçam presença militar na Groenlândia em resposta a ameaças dos EUA

A chegada dos militares está prevista para hoje (15)

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Publicado por: Eduardo Calado 15/01/2026, 08:13

Matéria de Júlia Castelo Branco.

Quatro nações europeias, Alemanha, França, Suécia e Noruega, anunciaram o envio de tropas à Groenlândia ontem (14), em um movimento que ocorre em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha. Embora a Groenlândia desfrute de autonomia, ela permanece sob a custódia da Dinamarca.

O porta-voz do governo alemão informou que militares de reconhecimento serão deslocados a pedido da Dinamarca para avaliar possíveis contribuições militares e aumentar a segurança regional. A Dinamarca, por sua vez, já havia intensificado sua presença militar na ilha e arredores, em colaboração com aliados da Otan.

O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que tropas francesas participarão de exercícios militares conjuntos organizados pela Dinamarca, denominados “Resistência Ártica”.

 

Foto: Guglielmo Mangiapane/Divulgação REUTERS.

 

As ações militares acontecem após Trump reiterar que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA e que o controle do território é necessário para evitar uma possível ocupação por Rússia ou China. A Casa Branca indicou que todas as opções, incluindo ação militar, estão sendo consideradas para garantir o controle da ilha.

Em Washington, autoridades dinamarquesas e groenlandesas se reuniram com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio. Após o encontro, um representante dinamarquês destacou que persiste um “desacordo fundamental” com Trump sobre o futuro da Groenlândia. No entanto, foi acordada a criação de um grupo de trabalho para discutir as preocupações de segurança dos EUA.

A ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, expressou o desejo de fortalecer a cooperação com os EUA, mas foi enfática ao afirmar que o território não aceita ser controlado por Washington.

Fonte: G1.

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