13/05/2026

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Justiça iraniana nega condenação à morte de manifestante citado por ONG

Judiciário afirma que Erfan Soltani responde por acusações que não preveem pena capital

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Publicado por: Eduardo Calado 15/01/2026, 10:24

A Justiça do Irã declarou, nesta quinta-feira (15), que o manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, não foi condenado à pena de morte, em versão que contraria informações repassadas anteriormente por familiares à ONG Hengaw.

Imagem: Reprodução/Instagram

Segundo o Judiciário iraniano, Soltani, que está detido no presídio central de Karaj, responde às acusações de “conluio contra a segurança interna do país” e “atividades de propaganda contra o regime”. De acordo com as autoridades, esses crimes não preveem punição com pena de morte. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos da mídia estatal do Irã.

A ONG Hengaw informou que uma execução por enforcamento, que estaria prevista para esta quarta-feira (14), foi adiada. A entidade afirma ter recebido essa informação diretamente de familiares do manifestante. “Em conversas com familiares de Erfan Soltani, a Hengaw apurou que a sentença de morte, anunciada anteriormente à família e que seria executada na quarta-feira, não foi cumprida e foi adiada”, declarou a organização.

Até então, havia a informação de que Soltani teria sido condenado por Moharebeh, termo frequentemente traduzido como “inimizade contra Deus”, crime que pode levar à pena de morte no país. A Hengaw relatou ainda que autoridades locais teriam informado à família que a sentença era definitiva.

Uma fonte próxima à família, sob condição de anonimato, afirmou ao portal IranWire que os parentes estão sob forte pressão. Segundo o relato, um familiar que é advogado tentou assumir a defesa, mas teria sido impedido e ameaçado por agentes de segurança, que afirmaram não haver processo a ser analisado.

O caso também repercutiu internacionalmente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país adotaria “medidas muito duras” caso o Irã passasse a executar manifestantes. Na ocasião, Trump disse não ter conhecimento direto de execuções, mas reagiu aos relatos divulgados pela imprensa.

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