15/02/2026

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Carregador de celular fica cravado na testa de bebê de 1 ano após queda em Divinópolis

O acidente ocorreu na última terça-feira (13), enquanto a mãe estava no banheiro

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Publicado por: Eduardo Calado 16/01/2026, 12:12

Matéria de Júlia Castelo Branco

Uma menina de 1 ano em Divinópolis foi submetida a uma cirurgia de urgência após sofrer um grave acidente doméstico: ao cair da cama, um carregador de celular ficou cravado em sua testa.

Segundo o neurocirurgião Bruno Castro, responsável pelo atendimento, a criança permanece internada em observação. Até o momento, ela não apresenta sinais de sequelas neurológicas. A principal hipótese levantada pelo médico é que a menina segurava o objeto no momento da queda.

O médico explicou que, por um golpe de azar, o carregador atingiu a região frontal do crânio, perto do olho, perfurando-o. “A única possibilidade que eu acredito é que ela estava com o carregador na mão e caiu junto com ele da cama,” afirmou Castro, ressaltando o risco de perda de visão que, felizmente, foi evitado.

 

Foto: Bruno Castro/Arquivo Pessoal.

 

A intervenção cirúrgica foi imediata, visando prevenir hemorragias ou infecções graves. O procedimento incluiu a retirada do carregador, limpeza, lavagem e reconstrução da área atingida. A criança está recebendo antibiótico profilático e a ausência de sequelas imediatas é atribuída à alta “plasticidade neuronal” do cérebro infantil, que favorece a recuperação.

Contudo, o neurocirurgião alerta que lesões cerebrais podem deixar cicatrizes (gliose), podendo levar a crises convulsivas e epilepsia futuramente. Por isso, um acompanhamento neurológico contínuo é essencial.

O Dr. Bruno Castro enfatizou a importância da prevenção de acidentes domésticos, especialmente quedas, a principal causa de acidentes em casa. Ele aconselha que bebês e crianças pequenas, que ainda não têm controle motor para subir e descer de locais altos, nunca sejam deixados sozinhos em superfícies elevadas.

“O ideal é colocar a criança no chão, em um espaço protegido, sem risco de queda e longe de objetos pontiagudos,” concluiu o médico, lembrando que o crânio infantil, em crescimento, é fino e vulnerável a fraturas ou penetrações.

Fonte: G1.

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