13/05/2026

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Morre Yasmin Amorim; menina que enfrentou o câncer e ter R$ 2,5 milhões destinados ao seu tratamento desviados por empresários

Paciente lutava contra câncer agressivo desde os cinco anos de idade; investigação aponta desvio de R$ 2,5 milhões destinados a medicamentos importados

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Publicado por: Caio Rabelo 07/02/2026, 13:06

Matéria de Júlia Castelo Branco

Yasmin Amorim, de 12 anos, morreu ontem (6), em Cascavel, no oeste do Paraná. Diagnosticada com neuroblastoma, um tipo agressivo de câncer infantil, a menina enfrentava a doença desde 2018.

O caso ganhou repercussão nacional após a descoberta do desvio de cerca de R$ 2,5 milhões que haviam sido destinados ao tratamento dela.

A morte foi confirmada pela família. Yasmin estava internada no Hospital do Câncer de Cascavel e, segundo a mãe, Daniele Aparecida Campos, apresentou piora no estado de saúde durante a madrugada.

Uma corrente de orações chegou a ser organizada para a noite do mesmo dia, mas a criança não resistiu.

De acordo com a família, Yasmin foi diagnosticada aos cinco anos, quando apresentou tumores no pescoço e no tórax. Após tratamento inicial, entrou em remissão, mas sofreu recidiva da doença em 2020.

Ela passou por novos ciclos de quimioterapia, cirurgias e transplante de medula óssea, voltando temporariamente a ter uma vida normal. No entanto, o câncer retornou novamente.

 

Foto: Reprodução

 

Em 2024, diante do avanço da doença, a família recorreu à Justiça para garantir o custeio de um tratamento com medicamentos importados, avaliados em aproximadamente R$ 2,5 milhões. A Justiça determinou que o governo do Paraná arcasse com a compra do medicamento Danyelza.

Após a apresentação de orçamentos, uma empresa foi contratada para fornecer os remédios, mas subcontratou outra importadora, que não entregou a quantidade necessária. O hospital recebeu apenas parte dos medicamentos previstos, o que comprometeu o tratamento.

A Polícia Civil investigou o caso e solicitou o bloqueio das contas das empresas envolvidas, que estavam praticamente sem saldo.

Segundo as autoridades, os responsáveis já tinham antecedentes por estelionato. Enquanto a Justiça tentava recuperar os valores, o governo estadual autorizou uma nova compra emergencial.

Yasmin concluiu a primeira fase do tratamento no fim de 2024, sem resposta significativa. Em 2025, iniciou a segunda etapa, mas não conseguiu completar o protocolo, o que levou à progressão da doença.

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