PF entregou relatório sobre suspeição de ministro no caso Master
O gabinete do ministro Dias Toffoli (STF) divulgou nota nesta quinta-feira (12) esclarecendo que ele é sócio da empresa familiar Maridt, que vendeu participação no resort Tayaya (PR) a fundos ligados ao banco Master. Toffoli relata o inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o banco.

FOTO: ASCOM/STF
Segundo a nota, a Maridt vendeu sua parte no empreendimento em duas etapas, em 2021 e 2025, e todas as operações foram declaradas à Receita Federal. O gabinete afirma que, pela Lei Orgânica da Magistratura, o ministro pode integrar empresa e receber dividendos, desde que não atue na gestão.
A manifestação ocorre após relatório da Polícia Federal citar Toffoli em conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Master. O documento foi enviado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que pediu esclarecimentos.
Toffoli nega qualquer relação de amizade ou recebimento de valores de Vorcaro ou de pessoas ligadas a ele e afirma que, quando o inquérito chegou ao seu gabinete, a empresa da família já não tinha participação no resort.