Greve de 24 horas será iniciada quando a Câmara começar a analisar o projeto apoiado pelo governo Milei
A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) a realização de uma greve geral de 24 horas contra o projeto de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.
De acordo com a entidade, a paralisação nacional terá início no momento em que a Câmara dos Deputados começar a discutir a proposta, o que deve ocorrer antes do fim de fevereiro. A CGT informou que o movimento não contará com atos ou manifestações nas ruas, limitando-se à suspensão das atividades.

O presidente da Argentina, Javier Milei, em 7 de fevereiro de 2026 (Foto: REUTERS/Francisco Loureiro)
A convocação da greve eleva a tensão entre o governo e os sindicatos, que exercem forte influência política no país.
Na última quinta-feira (12), o Senado aprovou a reforma trabalhista por 42 votos a favor e 30 contra. O texto agora segue para análise da Câmara dos Deputados. A expectativa do governo é que a matéria seja apreciada em plenário no dia 25 de fevereiro e concluída até 1º de março, data prevista para a abertura das sessões ordinárias do Congresso.
Embora ainda possa sofrer alterações, a proposta é considerada uma das mudanças mais significativas na legislação trabalhista argentina nas últimas décadas, ao revisar normas que, em grande parte, estão em vigor desde os anos 1970.
A votação foi acompanhada de forte clima de tensão política e social. Na quarta-feira (11), manifestantes contrários à reforma entraram em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição argumentam que o projeto compromete direitos históricos dos trabalhadores.