21/05/2026

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Suspeito de executar homem com mãos amarradas e tiros na cabeça é preso na zona Sul de Teresina

Investigado foi localizado no bairro Bela Vista; caso apura morte de Eliezio Dias Pereira, conhecido como “Cutula”

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Publicado por: Beatriz Mesquita 12/03/2026, 13:00

Um homem de iniciais E.S.P.S. foi preso na manhã desta quinta-feira (12), na zona Sul de Teresina, suspeito de participação em homicídio qualificado, ocultação de cadáver e constituição de organização criminosa armada. A prisão foi realizada pela Polícia Civil do Piauí durante operação que investiga o desaparecimento e morte de Eliezio Dias Pereira, conhecido como “Cutula”.

O suspeito foi localizado em sua residência no bairro Bela Vista, na zona Sul da capital. Após a prisão, ele foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi ouvido e permanece à disposição da Justiça aguardando audiência de custódia.

Suspeito de executar homem com mãos amarradas e tiros na cabeça é preso na zona Sul de Teresina (Foto: Polícia Civil)

A ação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Desaparecimento de Pessoas (DESAP), vinculada ao DHPP, e faz parte de uma operação que deu cumprimento a oito mandados de prisão preventiva relacionados ao caso. No último fim de semana, outros sete suspeitos já haviam sido presos.

De acordo com as investigações, Eliezio Dias Pereira desapareceu no dia 29 de junho de 2025, na região do bairro Promorar, zona Sul de Teresina. O corpo da vítima foi encontrado em 23 de agosto, em uma área isolada da Estrada da Alegria.

Segundo a polícia, o corpo estava com as mãos amarradas, a boca vedada com fita e apresentava marcas de tiros na cabeça.

A apuração indica que Eliezio teria sido abordado por integrantes de uma organização criminosa rival ao entrar em uma área dominada pelo grupo para comprar drogas. Ele teria sido agredido, amarrado e colocado em um carro, sendo levado até a Estrada da Alegria, onde foi executado. O corpo foi deixado no local na tentativa de dificultar as investigações.

O inquérito também aponta que, após o crime, integrantes do grupo criminoso passaram a ameaçar familiares da vítima e realizar atentados contra alguns deles, em meio à disputa por território na região.

Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou as prisões preventivas e mandados de busca domiciliar, que foram autorizados pela Justiça após parecer favorável do Ministério Público. O inquérito será concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para responsabilização criminal dos envolvidos.

O delegado Jorge Terceiro, responsável pelo caso, afirmou que as prisões são resultado de um trabalho aprofundado de investigação.

“As investigações demonstraram que o crime foi cometido de forma extremamente violenta e organizada, com participação de vários integrantes de um grupo criminoso que atua na região do Promorar. Nosso objetivo é identificar e responsabilizar todos os envolvidos”, pontuou.

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