12/06/2026

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Família de vítima afirma que ChatGPT ajudou autor de ataque a planejar tiroteio na Flórida

Viúva de uma das vítimas afirma que a empresa ignorou riscos relacionados ao uso da inteligência artificial em conteúdos violentos

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Publicado por: Lilian Oliveira 11/05/2026, 15:56

A viúva de uma das vítimas de um tiroteio ocorrido em 2025 na Florida State University entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. O processo acusa a ferramenta de ter contribuído para o ataque ao supostamente fornecer orientações ao autor do crime.

Segundo a ação, o chatbot teria indicado a Phoenix Ikner informações sobre local, horário e armamentos que poderiam aumentar o número de vítimas durante o atentado. O ataque aconteceu em abril de 2025, no campus da universidade, em Tallahassee, capital da Flórida, deixando duas pessoas mortas e outras seis feridas.

O logotipo da OpenAI é visto em um telefone celular em frente a uma tela de computador que exibe a tela inicial do ChatGPT (Foto: AP/Michael Dwyer, Arquivo)

Uma das vítimas fatais foi Tiru Chabba. Em comunicado divulgado por seu advogado, a viúva, Vandana Joshi, afirmou que a empresa teria priorizado os lucros em detrimento da segurança dos usuários.

A OpenAI negou responsabilidade pelo caso. Em nota enviada à imprensa, o porta-voz Drew Pusateri declarou que o chatbot apenas apresentou respostas baseadas em informações disponíveis publicamente na internet e que não incentivou atividades ilegais ou violentas.

O processo foi protocolado em um tribunal federal dos Estados Unidos no domingo (10). Já Phoenix Ikner responde a acusações de homicídio em primeiro grau e tentativa de homicídio. Os promotores informaram que pretendem pedir pena de morte. O acusado se declarou inocente.

Além da ação civil, autoridades da Flórida abriram uma investigação criminal para apurar se o ChatGPT teria fornecido orientações relacionadas ao ataque.

O caso se soma a outras ações judiciais envolvendo empresas de tecnologia e inteligência artificial por possíveis impactos de plataformas digitais na saúde mental e no comportamento de usuários. Recentemente, decisões judiciais nos Estados Unidos responsabilizaram empresas como Meta e YouTube por danos relacionados ao uso de redes sociais por crianças e adolescentes.

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