12/06/2026

Geral

IBGE aponta alta do desemprego em 15 estados no primeiro trimestre de 2026

Taxa nacional de desocupação ficou em 6,1%, segundo dados da Pnad Contínua

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A taxa de desemprego aumentou em 15 estados brasileiros no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, a taxa de desocupação no país ficou em 6,1% no período.

Os maiores índices de desemprego foram registrados no Amapá (10%), Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%) e Pernambuco (9,2%). Já as menores taxas foram observadas em Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%).

Sede do IBGE, em Brasília (Foto: Reprodução/IBGE)

Entre os estados, as maiores altas na taxa de desocupação ocorreram no Ceará, com avanço de 2,3 pontos percentuais, seguido por Acre (1,8 p.p.) e Tocantins (1,6 p.p.).

O levantamento também aponta desigualdades de gênero, raça e escolaridade. A taxa de desemprego entre as mulheres ficou em 7,3%, enquanto entre os homens foi de 5,1%.

Por raça, o índice ficou abaixo da média nacional entre pessoas brancas (4,9%) e acima entre pretos (7,6%) e pardos (6,8%).

Na análise por escolaridade, pessoas com ensino médio incompleto registraram a maior taxa de desocupação, com 10,8%. Entre quem concluiu o ensino superior, o índice foi de 3,7%.

A taxa de subutilização da força de trabalho alcançou 14,3% no país. Os maiores percentuais foram registrados no Piauí (30,4%), Bahia (26,3%) e Alagoas (26,1%).

O percentual de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — ficou em 2,4% da força de trabalho ampliada. Maranhão (10,3%), Alagoas (9,2%) e Piauí (7,6%) lideraram os índices.

A pesquisa também mostrou que 74,7% dos empregados do setor privado tinham carteira assinada no primeiro trimestre. Os menores índices de formalização foram registrados no Maranhão (53,4%), Piauí (53,7%) e Pará (55,9%).

Já a taxa de informalidade no país ficou em 37,3%, com Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%) apresentando os maiores percentuais.

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