Instituição informa que registrou boletim de ocorrência, entregou imagens à polícia e afastou a profissional supostamente envolvida até a conclusão das investigações
A suposta tentativa de sequestro de um recém-nascido dentro da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), em Teresina, ganhou um novo desdobramento nesta terça-feira (7). Em nota oficial, a direção da unidade informou que a profissional supostamente envolvida no caso foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações.

Maternidade Dona Evangelina Rosa. Foto: Divulgação / Portal pi.gov.br
Segundo a maternidade, um Boletim de Ocorrência foi registrado ainda no dia do ocorrido e a instituição está colaborando integralmente com a Polícia Civil, fornecendo todas as informações solicitadas, incluindo imagens do circuito interno de monitoramento.
A nota também afirma que a mãe do bebê, a criança e a acompanhante receberam suporte da diretoria da unidade, além de atendimento da equipe médica e acompanhamento multiprofissional por meio dos serviços de Psicologia e Serviço Social.
“Como medida administrativa, a profissional supostamente envolvida foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações, cujos resultados subsidiarão a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis”, informou a maternidade.
A direção reforçou ainda o compromisso com a transparência, a segurança dos pacientes e a apuração rigorosa dos fatos, acrescentando que não divulgará novas informações enquanto as investigações estiverem em andamento.
O caso ocorreu na última segunda-feira (6), quando uma familiar do recém-nascido afirmou ter impedido que uma mulher deixasse a maternidade com o bebê escondido dentro de uma bolsa.
Segundo Daniela Marcos, tia da criança, a mãe havia recebido alta hospitalar, mas o bebê precisaria permanecer internado por mais uma noite. Nesse período, duas mulheres se aproximaram da família. Uma delas se apresentou como paciente, enquanto a outra teria se identificado falsamente como funcionária da unidade, oferecendo ajuda para agilizar a liberação da criança.
De acordo com o relato, após conquistar a confiança da família, a suspeita pegou o bebê alegando que resolveria os trâmites de alta, trocou a roupa da criança, colocou o recém-nascido dentro de uma bolsa e seguiu em direção ao banheiro. Daniela desconfiou da situação, acompanhou a mulher e conseguiu retirar o bebê antes que ela deixasse o local.
A família também acusa a administração da maternidade de ter tentado minimizar o caso. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Daniela afirma que funcionários classificaram o episódio como uma “retirada irregular”, em vez de uma tentativa de sequestro.
Ela também relata que a equipe da unidade teria demorado a acionar a polícia e que as suspeitas foram encaminhadas inicialmente para atendimento psicológico. Outra acusação feita pela familiar é que uma funcionária teria tentado apagar do celular da família uma fotografia que registrava o rosto de uma das suspeitas, o que não teria sido possível devido ao bloqueio por reconhecimento facial do aparelho.
As circunstâncias do caso seguem sob investigação da Polícia Civil, que apura tanto a suposta tentativa de sequestro quanto as denúncias relacionadas à conduta adotada após o ocorrido. Até o momento, a identidade da profissional afastada não foi divulgada.
Matéria de Lilian Oliveira e Júlia Castelo Branco