Declaração foi feita durante cúpula da Otan na Turquia, após ataques recíprocos entre Washington e Teerã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o memorando de entendimento firmado com o Irã “acabou”. A declaração, que sinaliza o colapso definitivo do acordo de cessar-fogo entre as duas nações, foi feita durante a abertura da cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na Turquia, onde o líder americano se reuniu com o secretário-geral da aliança, Mark Rutte.
“É uma perda de tempo negociar com eles”, declarou Trump, adotando um tom duro e classificando o governo iraniano como “jogadores sujos”. O presidente justificou o fim do diálogo citando os recentes ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e defendeu uma postura mais assertiva por parte de Washington: “Temos que eliminar esse câncer”.
A escalada verbal ocorre em meio a um cenário de confrontos diretos na região. Horas antes, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã confirmou o lançamento de ataques contra alvos militares dos EUA localizados no Bahrein e no Kuwait. Segundo Teerã, a ação foi uma resposta direta aos bombardeios americanos realizados anteriormente contra o território iraniano.

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Por outro lado, o governo dos Estados Unidos afirmou que as suas incursões aéreas e o restabelecimento de sanções ao petróleo iraniano funcionaram como uma “punição” devido às investidas do Irã contra navios mercantes na rota marítima de Ormuz, o que configuraria uma violação do acordo prévio.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, manifestou apoio público às ações de Washington. Em conversa com jornalistas na capital turca, Rutte afirmou que a intervenção militar dos EUA foi “absolutamente necessária”.
Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu um comunicado culpando Washington pela deterioração da segurança na região e acusando o país de quebrar os compromissos firmados. De acordo com as autoridades iranianas, as ações americanas no sul do Irã, as sanções econômicas e os conflitos em andamento no Líbano esvaziaram a eficácia dos termos fundamentais que visavam encerrar as hostilidades.