Ofensiva americana visa degradar capacidade militar iraniana, enquanto Teerã responde com bombardeios contra nações vizinhas
As Forças Armadas dos Estados Unidos, sob a coordenação do Comando Central (CENTCOM), concluíram a sétima noite consecutiva de ataques aéreos e navais contra o Irã. A nova onda de bombardeios teve início por volta das 15h no horário da costa leste americana (16h em Brasília) e faz parte de uma campanha contínua para conter o poderio militar de Teerã.
De acordo com o comunicado oficial do CENTCOM, mais de 50 mil militares americanos estão mobilizados na região do Oriente Médio em estado de prontidão. A operação atual conta com o emprego de caças, drones e navios de guerra, focando na destruição de:
Instalações subterrâneas de armazenamento de armas;
Infraestrutura de logística militar;
Sistemas de vigilância e capacidades marítimas;
Bloqueio naval rigoroso contra portos iranianos, retomado no início da semana.
Embora o exército americano não tenha detalhado o número exato de alvos atingidos, a justificativa central da ofensiva permanece sendo a degradação das capacidades defensivas e ofensivas do Irã.
Em resposta às ações de Washington, as forças militares iranianas realizaram uma série de ataques coordenados com mísseis e drones contra diversas nações vizinhas entre a madrugada e a manhã.

Foto: Comando Central dos EUA/Reprodução
O Kuwait foi um dos alvos mais impactados. Um bombardeio iraniano atingiu uma importante usina de dessalinização de água e geração de energia elétrica no país. O ataque provocou um incêndio, já controlado, e danificou unidades de abastecimento, levando o governo kuwaitiano a emitir um alerta para que a população economize eletricidade em um período crítico, onde as temperaturas locais alcançam os 46 °C no verão.
Além do Kuwait, a ofensiva de Teerã cruzou fronteiras de outros Estados soberanos:
Catar: Fragmentos de um artefato interceptado caíram em território catari, deixando uma criança ferida.
Iraque: Um ataque direcionado por mísseis e drones resultou na morte de nove combatentes de um grupo dissidente curdo-iraniano.
Omã e Jordânia: Ambas as nações também registraram impactos decorrentes dos ataques iranianos em seus territórios.
A escalada marca o ápice da retomada das hostilidades diretas entre Teerã e Washington, iniciadas no começo deste mês, transformando a região em um cenário de intensa instabilidade geopolítica.