Jornalista e escritora marcou história ao liderar a defesa da igualdade de gênero e dos direitos civis
A jornalista, escritora e ativista feminista Gloria Steinem morreu na quarta-feira (2), aos 92 anos, em sua residência na cidade de Nova York. A confirmação do falecimento ocorreu nesta quinta-feira (3), por meio de uma publicação oficial de sua fundação nas redes sociais.
Segundo a nota, a intelectual faleceu cercada por pessoas próximas e manteve seu engajamento em causas sociais até o final da vida. Nascida em Toledo, Ohio, em 1934, Steinem tornou-se uma das figuras mais emblemáticas da segunda onda do feminismo a partir do final dos anos 1960.
Sua trajetória na imprensa ganhou grande destaque em 1963 com a reportagem investigativa A Bunny’s Tale, para a qual trabalhou por 11 dias como garçonete na Playboy para denunciar os baixos salários e o sexismo enfrentados pelas funcionárias. Mais tarde, ajudou a fundar a revista New York e, em 1971, cofundou a revista Ms., publicação pioneira ao pautar temas como igualdade salarial, violência doméstica e direitos reprodutivos.

Foto: Reprodução/Instagram/Gloria’s Foundation
Além da atuação no jornalismo, Steinem fundou e liderou diversas organizações voltadas ao empoderamento das mulheres e aos direitos civis, incluindo o National Women’s Political Caucus, a Ms. Foundation for Women e o Women’s Media Center.
Defensora de um feminismo interseccional, destacava frequentemente a relevância e o protagonismo das mulheres negras no movimento social. Em reconhecimento à sua contribuição política e cultural, recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do presidente Barack Obama em 2013.
Autora de diversos livros, produtora de documentários e palestrante, a ativista teve sua vida retratada no cinema no filme As Glórias (2020), baseado em sua autobiografia My Life on the Road (2015). Steinem deixa um legado histórico na transformação das leis e da percepção pública sobre a igualdade de gênero e os direitos humanos em todo o mundo.