Propaganda do Governo do Estado do Piauí

A China e o Piauí

28 de janeiro de 2020

A China é um país cheio de defeitos, dizem muitos estudiosos, inclusive aqui do Brasil.

A china, dizem, é um país que não respeita os direitos humanos; a China não respeita o seu trabalhador, um verdadeiro escravo.

A China, dizem, explora sua mão de obra de forma inaceitável nos tempos de hoje.

Tudo é verdade.

Mas a China é um país que age quando preciso, é um país  que toma decisões quando preciso; a China é um país que sabe superar suas dificuldades como ninguém. Enfim, a China é um país que cresce.

Agora mesmo os chineses dão mais um exemplo ao mundo.

Vão construir em apenas seis dias um hospital com mil leitos para atender as pessoas atingidas pelo coronavírus, um novo tipo de vírus que ameaça o mundo a partir do território chinês.

Quem mora no Piauí certamente não irá acreditar que alguém seja capaz de construir uma obra tão grande em tão pouco tempo.

No mínimo fará como São Tomé, só vendo parar crer.

Realmente, para os nossos padrões, é impossível acreditar em tal coisa.

Para quem acompanha a construção de Centro de Convenções de Teresina há mais de dez anos aí que é fica difícil mesmo. 

Quem acompanha as obras da Trancerrados morre e não acredita que o chinês ou quem quer que seja vá construir um hospital em apenas seis dias.

Quem espera pela ferrovia Transnordestina há mais de uma década e pelo porto de Luís Correia há mais de século, com certeza jamais acreditará.

Observem que estamos falando apenas de obras  de grande porte.

A demora em obras pequenas, então, é de matar do coração.

Enquanto a China faz um grande hospital em poucos dias, aqui levamos anos e mais anos na reforma de uma maternidade;  levamos outros tantos anos para reformar um hospital infantil; levamos anos e anos e não conseguimos equipar um hospital no interior do estado, nem mesmo o maior hospital do Piauí, o Getúlio Vargas.

Se isso não nos mata de vergonha, com certeza irá nos matar de inveja.

O Piauí, que já tem algum tipo de comércio com a China, precisa ser mais agressivo. Precisa até ser mais insinuante; tem que se oferecer mais. Quem sabe os chineses tomando de conta a coisa não mude de figura?

Entregar o Piauí aos chineses talvez seja o melhor negócio neste momento de futuro tão preocupante e tão incerto.

Mas é preciso que entreguem tudo de uma vez só.

Nada de entregar pedaços.

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