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Carnaval, a nossa festa!

24 de fevereiro de 2020

Segundo o cantor e compositor baiano Gilberto Gil, o carnaval é uma invenção do diabo, mas é uma festa que Deus abençoou.

Exagero à parte, o carnaval é e continua sendo uma festa popular. Aliás, o carnaval continuará sendo a nossa maior festa popular até que se invente algo diferente, algo que possa suplantá-lo.

O carnaval é o festejo da alegria num pais de 12 milhões de desempregados e mais de 13 milhões de miseráveis.

Pelos números não temos motivo para festejar nada.

Mas carnaval é outra coisa…

A única coisa que se celebra no carnaval é a alegria.

E na hora de celebrar a alegria entra todo mundo. Entra o desempregado e o miserável; entra o rico e o pobre; entra o preto e o branco; entra o patrão e o empregado.

Temos que reconhecer que o carnaval é uma festa democrática. Altamente profana, mas democrática.

O carnaval é pura euforia. Daí a necessidade do autocontrole, do senso de responsabilidade e do respeito.

A euforia muitas vezes incita a atitudes extremas que podem causar situações indesejáveis e até mesmo irreversíveis.

No carnaval não vale tudo. É preciso saber disso. No carnaval  não vale tudo.

Nos dias de festa, mesmo no carnaval, o respeito tem que existir. O respeito ao próximo tem que ser mantido, ele é indispensável.

Temos que ter responsabilidade; temos que ter a vontade e o querer de fazer as escolhas certas.

O carnaval não é a ultima festa de nossa vida.

O carnaval é apenas uma das…

Mas não podemos negar que o carnaval é uma espécie de escudo pra todos nós. O carnaval é a nossa proteção.

O carnaval é a nossa garantia de que por um período – pequeno que seja – não seremos molestados pelas vozes apocalípticas dos profetas do mal.

Uma pena que na terça-feira, logo ao raiar do dia, já começa a bater no peito a saudade do carnaval que está passando.

Como lembra o poeta Carlos Drummond de Andrade, futebol e carnaval são as duas fontes de sonho dos brasileiros. Os sonhos, no entanto, também chegam ao fim.

Mas o carnaval tem outras características.

No Brasil politico, por exemplo,  diz-se que somente depois do carnaval as máscaras começam a cair. Só depois do carnaval sabe-se, afinal, quem é quem.        

Traduzindo para uma linguagem mais popular e mais acessível, diz-se que só depois do carnaval os políticos começam a falar a verdade.

Vamos esperar.

Mais uma vez.

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