Propaganda do Governo do Estado do Piauí

Pacto pela educação

23 de junho de 2020

Se a viúva Porcina, a da novela, é a que foi sem nunca ter sido, Abraham Weintraub, o ex-ministro da Educação do Brasil, foi aquele que nunca deveria ter sido.

É preciso reconhecer que Weintraub foi uma péssima escolha, na verdade um desastre.

Cabe ao presidente pedir desculpas ao país. O Brasil não merecia tanto.

Faltou ao ex-ministro a coisa mais importante a um gestor que pretende mudar. Faltou poder de convencimento.

Que a educação brasileira também é um desastre, todos nós sabemos e os exames internacionais confirmam.

A educação brasileira precisa de mudanças e mudanças urgentes. Mas na atual situação do Brasil não se muda nada sem o convencimento das partes envolvidas.

Para mudar a educação você vai ter que convencer toda a estrutura educacional do país de que estamos no caminho errado e que precisamos corrigir a rota enquanto é tempo.

Ninguém muda na marra.

O atual sistema educacional do Brasil está enraizado com fortes e variados componentes, inclusive componentes político-partidários.

Para mudar é preciso um pacto, um pacto pela educação nacional. Um pacto que reúna em torno de si todas as tendências do pensamento brasileiro que se disponham a dialogar, não a brigar.

Se o governo acha, por exemplo, que o método Paulo Freire é ineficiente como diz, ele tem que convencer aos demais com uma proposta de mudança. E isso tem que ser feito com desprendimento de parte a parte, sem arrogância e com o único propósito de melhorar a educação brasileira.

Weintraub jamais construiria tal entendimento.

O novo ministro da educação tem que entrar em campo com este propósito. Tem que entrar em campo com o propósito de dialogar com todos.

Tem que entrar defendendo a paz.

Só em paz, afinal, criaremos o ambiente necessário para se construir  uma nova proposta. Uma proposta fruto do entendimento que possa mudar os rumos da nossa educação de forma pacífica.

Nossas deficiências educacionais são imensas, mas todas superáveis, desde que se tenha vontade realmente de mudar.

Nelson Mandela, o grande líder africano, dizia que a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. A educação não tem preço, mas sua falta tem custo.

Jean Piaget , um dos pais da educação moderna, ensina que a principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores.

A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.

Não custa nada tentar.

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