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As nossas tragédias

2 de julho de 2020

Por que as tragédias acontecem?

Onde está Deus nessa hora?

Por que algumas pessoas têm que passar por provações tão profundas e tão marcantes?

Com certeza nos fazemos perguntas desse tipo muitas vezes. Difíceis são as respostas.

Diante de tantas mortes provocadas pelo corona vírus nos últimos meses, volto hoje com os mesmos questionamentos.

Por que tudo isso?

Stalin, o todo poderoso ditador da Rússia comunista desde meados da década de 20 ao início dos anos 50, dizia aos seus camaradas e tentou ensinar ao mundo que a morte de uma pessoa é uma tragédia; a morte de milhões apenas uma estatística. Stalin matou milhões e devia, portanto, saber o que estava dizendo.

Mas nós não.

Para nós brasileiros a morte de apenas uma pessoa é uma tragédia; a morte de dez pessoas é uma tragédia maior, o equivalente a dez tragédias, pelo menos.

É uma tragédia que marca profundamente a alma de todos; é uma coisa que choca e nos comove para a vida inteira.

O Brasil tem se revelado um território fértil para este tipo de acontecimento.

As tragédias se sucedem numa velocidade nunca antes vista nesse país abençoado por Deus e bonito por natureza, como costuma cantar Jorge Bem Jor. 

No Brasil, a tragédia que um dia já foi apenas um gênero dramático muito festejado nos teatros, onde personagens discutiam problemas humanos graves, virou uma carnificina. Deixou de ser arte de ficção para se transformar numa coisa terrivelmente real, funesta.

A nossa tragédia humana tornou-se, infelizmente, uma coisa realmente inexplicável. 

Como explicar essas tragédias? 

Talvez realmente seja mais fácil explicar as estatísticas do Stalin comunista do que as nossas próprias tragédias.

A tragédia que cala fundo na alma humana pode ser evitada?

Esse é outro questionamento que costumamos fazer diante daquilo que, por mais paradoxal que possa parecer, de antemão consideramos inevitável.

Inevitável é inevitável. Mas o inevitável seria mesmo inevitável?

A pandemia do corona vírus poderia ter sido evitada? Este também é um questionamento que se faz em todo o país.

A suspensão das festas carnavalescas antes do primeiro caso de morte pelo vírus poderia ter evitado mais essa tragédia nacional? Mais uma pergunta sem respostas.

Por que demoramos tanto a fechar nossas fronteiras e nossas divisas?

Ninguém se atreve a se pronunciar sobre isso, principalmente agora, quando há cadáveres para todos os lados e em quase todas as casas.

Estamos esquecendo uma importante lição do mestre Carlos Drummond de Andrade, Estamos esquecendo que “A dor pode ser inevitável, mas o sofrimento é opcional”.

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